Mais uma noite de casa cheia no penúltimo dia da Mostra Competitiva 35mm do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A grande expectativa da noite foi a exibição do longa-metragem “É Proibido Fumar”, de Anna Muylaert, protagonizado por Glória Pires e Paulo Miklos que estiveram presentes na sessão. “É uma honra para nós estarmos aqui. Particularmente estou muito nervosa, pois essa é a primeira exibição do filme e gostaria de dedicar essa sessão aos músicos brasileiros e também aos 50 anos da morte de Heitor Vila-Lobos”, disse a diretora Anna Muylaert momentos antes do início da sessão. O filme divertiu a platéia do Cine Brasília e foi muito aplaudido pelo público que lotou a sessão.
O longa conta a história de Baby, uma mulher que mora sozinha no apartamento que herdou de sua mãe e que encontra no cigarro sua melhor companhia. Quando o músico Max se muda para o apartamento vizinho ao seu, ela vê a chance de viver um romance e voltar à vida mas percebe que o cigarro é o primeiro, mas não o maior de seus inimigos.
Outros dois curtas antecederam o longa na noite de ontem. O primeiro foi uma produção baiana, “Carreto”, de Marília Hughes e Claudio Marques, que conta uma história sobre pequenos gestos. “Nós somos muito gratos ao Tinho (protagonista), porque ele se entregou de corpo e alma ao filme e se dedicou muito”, disse o diretor.
Em seguida foi a vez de “A Noite Por Testemunha”, de Bruno Torres. “No cinema, assim como nas outras artes, podemos trabalhar com diversos temas, inclusive com os que a gente não gosta. E foi por causa de uma insatisfação minha que eu resolvi produzir esse filme”, explica o diretor da produção que reconstitui uma tragédia que chocou não só o Distrito Federal, mas todo o país. Em abril de 1997, cinco rapazes da Capital Federal ateiam fogo em um índio Pataxó que, perdido na cidade grande, dormia em um ponto de ônibus.