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Brasília

GDF oferece bolsas a crianças que ficaram sem vagas na rede pública

Arquivo Geral

13/02/2017 20h52

Foto: Matheus Oliveira/Cedoc

Lucas Campelo
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Crianças de quatro e cinco anos que não conseguiram vagas na rede pública poderão estudar em instituições particulares por meio de bolsa. O Governo do DF disponibilizará o benefício a 2,5 mil alunos. De acordo com a Secretaria de Educação, 1,6 mil meninos e meninas ficaram de fora do sistema público.

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De acordo com o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da Secretaria de Educação, Fábio Pereira de Sousa, não haverá processo seletivo, e a oferta será feita mediante o cadastro que ocorreu em outubro passado. “As bolsas de educação infantil serão direcionadas apenas aos responsáveis que se cadastraram entre 2016 e 2017. E o contato com eles será feito por meio de e-mail ou telefone fornecido”, acrescenta.

Perto de casa

  • A família vai poder escolher o colégio que estiver mais próximo de casa. A pasta não sabe informar quantas escolas particulares estão habilitadas para receber os alunos nem em quais regiões serão disponibilizadas, pois o processo de credenciamento das entidades que queiram aderir à parceria com o GDF ainda está em andamento. O prazo termina no próximo dia 24. Terão prioridade as instituições que não visam fins lucrativos.

Segundo Sousa, o investimento do governo será de R$ 456 por criança. “A secretaria optou por repassar o recurso direto à instituição, com o objetivo de ter um controle melhor”, esclarece. “Além, disso, vai ser preciso comprovar presença do aluno para ter direito ao benefício”, completa o subsecretário.

As instituições não poderão cobrar custos extras – exceto despesas como materiais didáticos e uniforme escolar –, e o benefício é temporário: assim que surgir vagas na rede pública, o aluno será transferido.

Apesar da nova estratégia, ainda existe carência de vagas. Segundo a pasta, 21 mil crianças de até três anos de idade ainda aguardam na fila de espera. “O DF tem 42 creches, mas não é o suficiente”, reconhece Sousa. “Quatro unidades estão sendo construídas, e existe projeto para dar início às obras de mais creches”, diz o subsecretário.

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