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Brasília

GDF já removeu 3 mil invasões em 2010

Arquivo Geral

23/09/2010 16h23

De janeiro a agosto deste ano, a Secretaria de Estado da Ordem Pública e Social (Seops) e a Subsecretaria de Defesa da Água e do Solo (Sudesa) realizaram 382 operações no Distrito Federal. Ao todo, foram removidos 3.130 edificações, toldos, barracos ou construções instaladas irregularmente em área pública. Os dados são do último relatório anual de operações de 2010, fornecido pela Seops. O trabalho é realizado em conjunto com mais 21 órgãos do GDF.

 

De acordo com o diretor da Sudesa, major Maurício Rezende Gouveia, o Itapoã é campeão no número de remoções. Foram registradas 977 em oitos meses. Uma das sete operações realizadas na cidade foi considerada a mais importante do DF. Segundo Gouveia, foi necessário que as equipes acampassem quatro dias, durante a Semana Santa, para conseguir a liberação de toda a área invadida.

 

Quatrocentas e cinquenta famílias foram removidas durante a mega-operação no Itapoã. Parte delas – aquelas que aceitaram – receberam ajuda da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) com mudança, encaminhamento para albergues e seus estados de origem.

 

A região que mais concentrou número de operações foi Ceilândia. Foram 45 no total, contabilizando 176 edificações removidas no ano. Os condomínios Pôr do Sol e ao Sol Nascente, ambos ainda em processo de regularização, são os alvos mais frequentes de invasores.

 

Outra área que merece destaque é Brasília. Mesmo com uma menor quantidade de operações realizadas em relação à Ceilândia, a cidade teve 435 edificações derrubadas e soma 34 operações, seguida por Brazlândia, com 279 remoções feitas em seis operações.

 

Segundo a Gouveia, as retiradas visam acabar com as aglomerações desordenadas. Estudos mostram que elas causam problemas, principalmente por causa da falta de estrutura, como luz, água, esgoto, segurança e saúde. “Evita a favelização, o crescimento desordenado e a falta de segurança, que é propiciada nas áreas irregulares”, diz o diretor da Sudesa.

 

Já em contraponto, há cidades que não sofreram com esse tipo de situação, como o Sudoeste e o Núcleo Bandeirante, que não tiveram operações por não haver demanda.

O calendário de retiradas e os locais onde são feitas as operações são definidos conforme a necessidade. Para isso, as equipes ficam atentas e fiscalizam diariamente todas as regiões do DF.

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