O GDF apresentou, nesta segunda-feira (3), proposta aos representantes sindicais e aos professores a ser levada para assembleia da categoria, que ocorre amanhã (4). Entre as medidas analisadas está o pagamento das pecúnias dos professores ou o uso de parte dos recursos, por exemplo, para o custeio de auxílio-saúde até o fim deste ano.
Ao todo, os benefícios em negociação com a categoria representam um impacto de até R$ 100 milhões no orçamento. “A proposta inclui o pagamento de pecúnias na ordem de até R$ 100 milhões até o final do corrente ano, de acordo com a disponibilidade de caixa do Tesouro”, informou o GDF, em nota.
A proposta deverá ser estudada pelo grupo de trabalho do governo e, então, apresentada aos representantes do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF). “Dentro desse montante, o dinheiro poderá ser redirecionado para atender a maioria da categoria”, afirmou o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho.
Uma das hipóteses de remanejamento, segundo ele, poderá contemplar o auxílio-saúde, uma das reivindicações da categoria. “Tudo será feito e honrado dentro desta gestão. Isso vai ser estudado para que possamos atender o maior número possível de professores”, explicou.
Nova rodada de negociação será marcada ainda nesta semana. A medida levada à mesa pelo governo foi considerada um passo positivo pelos representantes sindicais. “O governo já aponta para recursos dentro do orçamento que poderão ser usados para atender a nossa demanda. Negociação é um exercício”, resumiu Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF.
Para Gregório, houve avanço “na medida em que se conseguiu, pelo menos, fazer uma proposta tendo a certeza de que as negociações continuarão e até onde o Estado possa honrar”, disse ele. “O nosso compromisso é manter os salários em dia, sem parcelamentos ou atrasos”, completou.
Reajuste salarial
O GDF já afirmou que não tem condições financeiras de arcar com o pagamento da terceira parcela do reajuste salarial, aprovado em 2013, que é a principal reivindicação da categoria, que está em greve desde o dia 15 de março. Enquanto não se chega em um consenso, a paralisação permanece.
O governo também não cedeu com relação ao corte do ponto dos faltosos e deixou claro que só haverá pagamento dos dias parados após a reposição completa das aulas. “Na medida em que eles se dispuserem a ir para a sala de aula e a repor os dias parados, nós faremos o pagamento no mês seguinte”, garantiu o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, na última reunião.
Lei da Terceirização não será implementada
No encontro da quinta-feira (30), também ficou firmado o compromisso de o governo não implementar a Lei da Terceirização no âmbito do DF e de discutir com a categoria qualquer mudança em relação à reforma da Previdência.
O Executivo reafirmou sua posição de só recompor o pagamento dos dias parados no mês seguinte ao retorno dos grevistas ao trabalho.