Carlos Carone
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O relatório sobre o primeiro mês das ações desencadeadas pelo Comitê de Enfrentamento ao Crack serviu para definir, com mais precisão, um perfil sobre os usuários de drogas no Distrito Federal. Durante os 766 atendimentos, média de 25 por dia, foram mapeados a faixa etária, o sexo, o tipo de droga mais consumida, além dos locais responsáveis pelo encaminhamento dos dependentes químicos que já estão sob tratamento.
A análise do perfil chama a atenção para uma mudança no grupo que lidera o consumo de drogas no DF. Com o avanço do crack desde que as pedras começaram a ser consumidas em larga escala, moradores de rua sempre estiveram à frente nas estatísticas relacionadas ao tema. Desta vez, o grupo de risco formado por prostitutas e garotos de programa encabeça a lista dos maiores consumidores de drogas, com 189 casos nos primeiros 30 dias de atuação do comitê.
A nova tendência é reforçada pela participação das prostitutas no tráfico de drogas que ocorre no coração de Brasília. No Setor Comercial Sul e no Conic, investigadores da Polícia Civil e policiais militares já prenderam garotas de programa que costumavam ser usadas pelos traficantes para repassar pequenas quantidades de drogas.
“Elas fazem uma espécie de venda casada. Ao mesmo tempo que o cliente paga pelo programa também pode comprar uma pequena quantidade de crack, maconha ou cocaína, dependendo do que a prostituta tem para vender”, contou um policial civil que trabalha na área central da capital federal.
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