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Brasília

‘Foi um momento desesperador’, dizem moradores de Vicente Pires após temporal

Colaborador JBr

16/03/2017 21h17

Marcelo Lima precisou tirar os pais, já idosos, da residência pela janela do quarto, enquanto o cômodo era alagado. Foto: Ariadne Marçal

Joyce Coelho
joyce.coelho@jornaldebrasilia.com.br

O que sobrou após o temporal em Vicente Pires, ocorrido na tarde desta quinta-feira (16), foi um enorme cenário de destruição. Carros ficaram ilhados, muros de residências foram destruídos com a força da água e várias casas ficaram alagadas. A chuva forte durou cerca de 20 minutos e deixou moradores da Quadra 3 completamente desamparados.

O morador Marcelo Lima, de 36 anos, foi um dos que passou por momentos de puro desespero. Durante os minutos de aflição, ele precisou de agilidade para tirar os pais, já idosos, da residência pela janela do quarto, enquanto o cômodo era alagado. “Foi um momento desesperador. Meus pais estavam ali e essa era a minha maior preocupação. Não tive outra opção, peguei uma cadeira e fiz de tudo para passá-los para o lado de fora, pela janela mesmo”, lembra.

Depois do susto, o alívio. “No final, deu tudo certo. Agora, é limpar essa bagunça e conquistar tudo novamente”, conta Marcelo.

“Alagamento é comum”

De acordo com moradores da região, é muito comum alagamento na quadra. “Sempre que chove aqui acontece esses transtornos, mas a situação nunca se agravou tanto quanto hoje. Durante a chuva, a sensação foi de pânico. A pior parte foi ver os carros sendo arrastados, com pessoas no interior, além do desespero dos moradores, gritando. Não imaginava que uma chuva pudesse causar tamanho estrago”, relata a moradora Luíza Diniz.

“Nós estamos vivendo um descaso, pois não foi a primeira vez. Aqui falta infraestrutura, não temos boeiros que aguentem o fluxo da água. Espero que, dessa vez, o governo olhe por nós e apresente uma solução, antes que aconteça uma tragédia bem pior”, completa outro morador, Wanderson.

Fora os bens materiais levados pela água, Bruna Trindade diz que o emocional está bastante abalado. “Nunca imaginei passar por isso. Era tanta água que eu não sabia o que fazer. Cheguei a ser arrastada e estou com alguns machucados, mas está tudo bem. O pior já passou, agora é se reconstruir e começar do zero”, conclui Bruna.

Avaliação

O Corpo de Bombeiros informou que realizou a limpeza e ajudou as vítimas durante o período de amenização. Segundo a corporação, a Defesa Civil será acionada e irá avaliar as estruturas das casas que foram destruídas. “Agora, eles irão avaliar toda a estrutura dessas residências que foram prejudicadas e irão fazer uma orientação aos moradores com relação à prevenção, e um alerta sobre novas chuvas”, informou o major Lourival Correia.

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