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Brasília

Fim da greve depende de posição do Ministério do Planejamento

Arquivo Geral

26/11/2009 0h00

O fim da paralisação de professores e técnicos da Universidade de Brasília depende, agora, de uma posição do Ministério do Planejamento (MPOG). A documentação exigida pelo órgão do governo federal para que os 502 funcionários prejudicados tenham a URP incluída na folha de pagamento dos próximos meses foi entregue pela Reitoria nesta quarta-feira, 25 de novembro. Manifestação contra o corte da gratificação, que corresponde a 26% dos salários, com a presença dos três segmentos, marcou a manhã de protestos desta quinta-feira, 26, e contou com o apoio de parlamentares.


Em reunião com representantes da administração, membros da Secretaria de Recursos Humanos (SRH) do MPOG garantiram dar prioridade ao exame dos arquivos enviados pela UnB para assegurar o pagamento da URP a todos os funcionários da universidade. “Nós encaminhamos as correções exigidas pelo ministério o mais rápido que pudemos. Esperamos que eles cumpram o compromisso e se manifestem o quanto antes para que, se ainda tiver algum acerto a ser feito, possamos corrigi-lo a tempo”, afirmou o reitor José Geraldo, que registrou seu apoio ao movimento na assembleia conjunta desta manhã.


A confirmação de que não haverá falhas no lançamento da URP – como ocorreu, por parte da SRH da UnB, em outubro – é a exigência de professores e servidores para o fim da greve. “Só vamos voltar quando tivermos a certeza de que não teremos surpresas desagradáveis no contracheque”, afirmou o vice-presidente da Associação dos Docentes da UnB (Adunb), Ebenezér Nogueira. A mesma posição é adotada pelo Sindicato dos Servidores da UnB (Sintfub). “A URP é um direito nosso há 20 anos. Chega de desrespeito nas universidades”, disse Antônio Guedes, coordenador- geral do sindicato.


ARRASTÃO – A manifestação acabou com uma passeata pelas alas Sul e Norte do ICC. Durante a barulhenta caminhada, professores, técnicos e alunos entraram nas poucas salas e anfiteatros abertos para aula. Apesar da invasão e da interrupção das atividades, o protesto recebeu o apoio da comunidade. “Acho que tem que parar mesmo. O salário, que já é baixo, não pode ficar pior”, comentou a estudante de Arquitetura Marina Mateiro, que teve a aula de Projeto Arquitetônico interrompida pelos manifestantes. Professores da FAU também reconheceram a necessidade do protesto.
     
Às 10h desta sexta-feira, 27 de novembro, professores voltam se reunir em assembléia no Anfiteatro 9 do ICC para definir os rumos da mobilização. “Se não tivermos a garantia de que a URP será paga vamos continuar em greve”, adiantou Ebenezér Nogueira. Funcionários e estudantes também realizam novas assembleias na próxima terça-feira, 1º de dezembro. “Esperamos que tenhamos uma resposta definitiva do ministério e da administração para que o fim do semestre não seja ainda mais prejudicado”, afirmou Raul Cardoso, coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes.


 


 


 


 


 



 

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