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20/09/2016 7h00

Atualizada 19/09/2016 9h26

Com sinceridade? Acompanhei, neste domingo, com muito mais atenção as partidas da Série C do Brasileiro do que Grêmio x Fluminense, Cruzeiro x Atlético Mineiro e outros jogos da primeira divisão nacional. E havia uma razão para isso: a Portuguesa, que já brigou por títulos nacionais, mas em 2013 fez uma grande lambança que por pouco não estraga, de novo, o Brasileiro, jogaria para evitar seu rebaixamento à quarta divisão do futebol nacional. E, claro, não era apenas a Lusa que me interessava. Clubes de torcida e tradição, como Fortaleza, ABC, Remo, Juventude e Guarani (estes inclusive com títulos nacionais conquistados) jogavam na tarde/noite dominical o seu futuro.

O Guarani, o Fortaleza e o ABC já estavam com passagem assegurada à próxima fase do torneio. Um mata-mata cujos vencedores já garantem o acesso à Série B. A Portuguesa, não. Contra a Tombense, de Minas Gerais, precisava ganhar e torcer por um tropeço do Macaé (que ano passado estava na Segundona) diante do Botafogo de Ribeirão Preto para permanecer na Série C. Nada disso aconteceu. Ou melhor: a equipe fluminense empatou (empate heroico, diga-se de passagem), mas a Portuguesa, como acontece há algum tempo, não fez a sua parte – perdeu para a Tombense e acabou, mesmo, rebaixada.

Meu primeiro impulso, sou sincero, é ignorar. Afinal de contas, como disse, há quase três anos a Lusa por pouco não estragou o Brasileiro. E até hoje não vasculhou suas entranhas para saber o que efetivamente aconteceu. Se houve corrupção, vinda de quem quer que seja, que os dirigentes da Portuguesa tenham a coragem e acusem, com provas. Se foi o Flamengo, se foi o Fluminense, se foi algum patrocinador… O futebol brasileiro não pode ficar à mercê deste tipo de gente. Enquanto não rasgar sua própria fantasia, a Lusa não merecerá meu respeito. Mas o clube, a cartolagem, não representa seus torcedores.

Vi uns poucos torcedores carregando faixas e bandeiras na pequena Tombos, alimentando uma esperança que, viu-se durante os 90 minutos, não existia. Os jogadores da Portuguesa entraram em campo apenas para cumprir tabela, jogar uma partida como outra qualquer. E não era isso que acontecia. Em 2017 a Portuguesa tem vaga certa na Série D. Vaga certa porque caiu. Mas em 2018, se não subir, só chegará à quarta divisão nacional se conquistar vaga no Campeonato Paulista – e, hoje, a Lusa não participa da primeira divisão do seu campeonato estadual. Como disse, com tranquilidade após a partida o treinador Márcio Ribeiro, o momento da Lusa é de união. Quem está contra que saia (palavras do treinador) e deixe quem está a favor trabalhar.

Estranhas opções

A decisão da cartolagem corintiana, de manter o auxiliar como treinador da equipe até o fim do ano só não é mais incompreensível do que a da gremista, que contratou Renato Gaúcho e Valdir Espinosa por três meses. Isto mesmo: enquanto o Timão vai de auxiliar até o fim do ano, o Grêmio terá dois ídolos comandando a equipe por apenas três meses. Eu, hein…

Sem opção

O Santos sofreu para derrotar o Santa Cruz, domingo à noite, na Vila Belmiro, e segurar seu lugar no G-4 do Brasileiro. É com lembrar que o time pernambucano ocupa a penúltima colocação do Brasileiro, praticamente rebaixado (ao lado do América Mineiro). A vitória santista, que esteve à frente do placar duas vezes, só foi conquistada depois dos 40 do segundo tempo. E o time, com vários jogadores que nos últimos tempos serviram à seleção olímpica é à seleção principal nas eliminatórias da Copa de 2018, demonstrou cansaço. Mesmo assim, mesmo sabendo que seus jogadores precisam recuperar-se, o treinador Dorival Junior já avisou que vai com o time completo para o jogo contra o Vasco, pela Copa do Brasil. O mesmo deverá acontecer com Fluminense e Corinthians, por exemplo, que também se enfrentarão pela Copa do Brasil neste meio de semana. Ou o Flamengo, que está indo ao Chile para jogar pela Copa Sul-Americana contra o Palestino.

Poderia falar o mesmo de Grêmio, Juventude, São Paulo, Atlético Paranaense, todos envolvidos em partidas decisivas pela Copa do Brasil, o chamado “caminho mais curto” para chegar à Libertadores. E, hoje, para gremistas, sãopaulinos e torcedores do Furacão, este me parece não apenas ser o “mais curto”, como o único. Não há opção. É seguir em frente e sonhar. Sorte do Palmeiras, que abriu 3 a 0 contra o Botafogo da Paraíba na partida de ida da Copa do Brasil e certamente levará para João Pessoa um time reserva – mesmo porque a equipe paraibana, virtualmente eliminada, quer manter seu time em boas condições para lutar pelo acesso à Série B nacional.

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