A busca por um leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no DF – como tem mostrado o Jornal de Brasília nos últimos dias – causou indignação em familiares de uma paciente no Hospital Regional de Santa Maria. A mulher, de 52 anos, sofreu um acidente vascular cerebral e está à espera de um leito de UTI. A família reclama que um dos filhos foi chamado para dar assistência à mãe, já que não havia funcionários. A polícia foi chamada, mas o tumulto foi resolvido sem prisões.
Alguns dos seis filhos de Antônia Rodrigues Ribeiro acompanharam fora do hospital o quadro da mãe, internada na terça-feira. Segundo a família, o estado de saúde pede a internação em uma UTI e um médico indicou que ela fosse levada ao Hospital de Base. Ao chegar, ela foi informada que o caso não seria tão grave e que ela deveria retornar.
William Rodrigues, filho da paciente, se irritou com a abordagem de uma assessora do hospital. “Calma, nada. Eu pago por isso aqui e quando preciso não consigo ser atendido. Minha mãe, meu maior tesouro, não está sendo atendida.”
Polícia
Em 15 minutos, seis viaturas chegaram. Uma das filhas foi chamada para conversar pela direção do hospital. Outro irmão, David Rodrigues, disse que a mãe está em uma sala com outros 11 pacientes, em macas. “Ela está com a pressão controlada, para evitar outro AVC, que os médicos disseram que seria fatal”, contou. A promessa dos médicos, segundo a família, foi que Antônia seria internada em uma UTI até as 18h de ontem. Porém, até o fechamento dessa edição, a internação não havia sido confirmada.
A assessoria de comunicação do Hospital de Santa Maria não deu detalhes sobre o estado de saúde da paciente. A transferência para o Hospital de Base também não foi justificada. A Secretaria de Saúde não se manifestou sobre o assunto.