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Brasília

Eurides Brito rompe o silêncio

Arquivo Geral

03/03/2010 8h37

Natasha Dal Molin

A deputada Eurides Brito (PMDB) voltou a atribuir ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC) o dinheiro que recebeu do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa. As imagens, feitas e divulgadas pelo próprio Durval, são, segundo a distrital, o único motivo pelo qual ela responde ao processo por quebra de decoro na Câmara Legislativa.

 
Pela primeira vez desde a divulgação dos vídeos, em novembro, ela concedeu entrevista, realizada na liderança do PMDB na Câmara Legislativa, no fim da tarde de ontem. Eurides fez questão de frisar que não se tratava de dinheiro de campanha, o que seria uma justificativa até mais fácil, na opinião dela, pois se trataria de um crime que já teria até expirado, visto que já se está às vésperas de novas eleições.

“Mas não gosto de mentiras”, disse, enfaticamente. A quantia que aparece recebendo em um vídeo, segundo ela, é o ressarcimento de gastos feitos entre maio e junho de 2006, período anterior às eleições. Os gastos são referentes a 12 reuniões que contaram com cerca de 200 pessoas cada uma, para a busca de apoio político.

 
Eurides afirmou que grande parte dos mal-entendidos se deu por conta das escolhas de apoio ao cargo de governador em 2006. “É só olhar o meu material gráfico de campanha de 2006”, afirmou, em referência à ausência de candidatos a governador apoiados pela deputada, cujo material de campanha contava apenas com Roriz para senador e Rogério Rosso para deputado federal.

30 dias para defesa

A presidente interina da Comissão de Ética da Câmara Legislativa, deputada Erika Kokay (PT) notificou oficialmente a deputada distrital  Eurides Brito (PMDB) do processo por quebra de decoro parlamentar por envolvimento no suposto esquema de formação de caixa dois. Eurides foi filmada recebendo maços de dinheiro das mãos do ex-secretário de relações institucionais Durval Barbosa, durante a campanha de 2006. No vídeo, ela aparece guardando o dinheiro na bolsa.

 
Com a notificação, Eurides passa a não contar mais com os direitos políticos caso decida renunciar. Ela, no entanto, reiterou que não vai fazê-lo. “Tenho certeza que não vou me arrepender. Afinal, essa foi uma decisão muito pensada”, afirmou, em plenário, sobre a convicção de enfrentar o processo na Câmara e não renunciar ao mandato.

Com a publicação da notificação hoje no Diário da Câmara Legislativa, passa a transcorrer o prazo para que a peemedebista apresente a defesa. Ela terá 30 dias úteis para organizar a argumentação. Embora não queira revelar o conteúdo da defesa, Eurides deu a entender que pode apresentar novos fatos na defesa da Comissão de Ética.

Leia mais na edição desta quarta-feira (3), no Jornal de Brasília.

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