Dois jovens de 21 e 22 anos foram presos pela Polícia Militar, na noite dessa segunda-feira (24), em Planaltina. O mais novo, suspeito de tráfico. O mais velho, acusado de dopar e estuprar uma adolescente de 14 anos. As prisões ocorreram por volta das 23h30, durante uma abordagem da rotina da corporação.
O rapaz de 21 anos estava na porta de uma casa, na Quadra 8 do Araponga, quando levantou a suspeita dos policiais. Ele estava ao lado de um carrinho de bebê – o recém-nascido tinha aproximadamente 6 meses. No chão, os policiais encontraram cartelas de roupinol. Na bolsa da criança havia maconha escondida entre as fraldas.
Não foi informado o grau de parentesco do suspeito com a criança. Quando os policiais estavam finalizando a prisão do rapaz, três pessoas chegaram ali, a bordo de um carro preto, e disseram que duas meninas, de 12 e 14 anos, tinham sido violentadas na casa da frente.
Os militares foram até o imóvel e chamaram, mas ninguém atendeu. Como o portão e a porta estavam abertos, resolveram entrar. Um homem de 22 anos foi encontrado ali. Ele negou todas as acusações de estupro. Desconfiados, os policiais fizeram uma revista no local.

Roupas e dinheiro estão entre os itens apreendidos na casa de um dos suspeitos. Foto: PMDF/Divulgação
Encontraram diversas embalagens de cerveja, uma mochila com R$ 2.100 em cédulas trocadas, uma calça jeans feminina e uma blusa de escola. A casa, de acordo com testemunhas, funcionava como uma “boca de fumo”. O local era equipado com um dispositivo no portão. A pessoal apertava um botão e uma luz acendia dentro do imóvel – era a senha para comprar droga.
Todo o material foi recolhido e os presos levados à 31ª Delegacia de Polícia. Na DP, os policiais tomaram conhecimento que as duas adolescentes já estavam lá, registrando ocorrência. A garota de 12 anos reconheceu o rapaz de 22 anos como autor do estupro e disse que o outro, de 21, assistiu à violência.
Conforme a PMDF, a menina disse que não foi abusada. No entanto, confirmou que a amiga, de 14, foi dopada e violentada. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de corpo de delito. Ela não teve condições de prestar depoimento em virtude de seu estado. A dupla foi autuada em flagrante. O caso segue em investigação.