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Estudo avalia condições de vida dos idosos do DF

Saber como essas pessoas vivem, do que gostam, se acham que seus direitos são respeitados, é o objetivo de pesquisa

Por Catarina Lima 29/07/2021 8h20

O Distrito Federal tem hoje, de acordo com dados da Companhia de Planejamento (Codeplan), 346.221 idosos – pessoas com idade a partir de 60 anos. Esse número representa 11,34% da população da cidade. Saber como essas pessoas vivem, do que gostam, se acham que seus direitos são respeitados, é o objetivo de uma pesquisa que o professor Fernando Luiz Araújo Sobrinho, da Universidade de Brasília, e uma equipe de cinco alunos da graduação do Departamento de Geografia, estão realizando.

A pesquisa, denominada “Transição Demográfica e Envelhecimento da População do Distrito Federal”, está sendo realizada por meio de um questionário de 16 perguntas, distribuído por WhatsApp e que também pode ser acessada por meio deste link. No convite para participar do estudo, os realizadores do trabalho garantem que o anonimato e afirmam que não há risco de que dados individuais sejam identificados.

“O objetivo da pesquisa é saber como estamos nos preparando para o envelhecimento da população”, explicou o professor.

Em seu estudo, o professor, que fez seu pós-doutorado no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, da Universidade de Lisboa (IGOT), fará uma comparação entre o envelhecimento da população em Portugal – 3º país mais envelhecido do mundo – e o Brasil. Acima de Portugal em envelhecimento estão a Itália, o país mais envelhecido do mundo, vindo em segundo lugar a Alemanha.

De acordo com Fernando Sobrinho, o país europeu, assim como o restante da Europa, encontra-se na quarta fase do processo de envelhecimento da população, que é quando a natalidade está abaixo de zero, morrendo mais gente que nascendo. Nesta fase, os nascimentos não repõem as mortes. “O que mantém a paridade entre natalidade de mortalidade na Europa são as migrações de entrada”.

Brasil

O Brasil, de acordo com o professor, está saindo da fase três, e encontra-se a caminho da fase quatro. A taxa de reposição geracional no País está abaixo de 1,6. Ele aponta a PNAD do IBGE para dizer que a população brasileira vai crescer até 2040, a partir daí acontecerá o que aconteceu na Europa, menos nascimentos que mortes.

O que fazer com esses idosos e como custear os gastos com aposentadorias e doenças da terceira idade será um desafio, inclusive para a capital do País, ainda considerada uma cidade jovem e de jovens. O professor Fernando Sobrinho espera que o estudo contribua para formulação de políticas públicas no Distrito Federal, que atendam às necessidades das pessoas idosas.

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As perguntas que fazem parte do questionário são: nome (apenas primeiro nome); faixa etária; faixa de renda; fonte de renda; região administrativa em que vive a pessoa; meios utilizados para mobilidade; opinião sobre a acessibilidade de serviços públicos e privados; nível de integração social etc.

Acessibilidade

Projeto do deputado Cláudio Abrantes (PDT) aprovado no dia 29 de junho deste ano, que aguarda a sanção do governador do DF, Ibaneis Rocha, contempla a acessibilidade de idosos de outras pessoas com dificuldade de locomoção. A iniciativa prevê a instalação de elevadores em todos prédios da cidade, residenciais e comerciais, que não contam com o equipamento. Em sua justificativa, Abrantes ressalta o benefício para os idosos.






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