A educação em São Sebastião não é só sala de aula. Dez escolas na cidade oferecem educação integral a aproximadamente 2 mil alunos. “É importante ocupar o tempo dos estudantes e evitar que eles fiquem nas ruas sujeitos a possíveis envolvimentos com drogas e crimes”, admite Marilene Gomes, diretora da Regional de Ensino de São Sebastião – DRE.
O Centro de Ensino Fundamental São José é um exemplo de sucesso no combate à violência. Atualmente, estão matriculados na instituição no período diurno, 1.171 alunos com idades entre 11 e 16 anos. Logo após os estudos eles seguem para o galpão multiuso, onde almoçam e depois contam com aulas de reforço, informática, leitura, pintura e esportes. O vice-diretor da escola, Marcelo Santos da Silva, conta que cada turma participa das atividades uma vez por semana e os alunos estão satisfeitos. “Infelizmente, perto da escola existem várias bocas de fumo, nossos alunos correm risco sim, afinal eles estão numa idade crítica. Com a educação integral os alunos ficam com o tempo ocupado. Eles gostam tanto, que tem aluno que mesmo nos dias que não tem atividade prefere ficar na escola do que na rua”, enfatiza o vice diretor.
Além do CEF São José, o Centro de Ensino Fundamental Nova Betânia e as Escolas Classes Cachoeirinha e São Bartolomeu oferecem educação integral.
Perigo nas ruas
São Sebastião, hoje com 120 mil habitantes, é uma cidade marcada pela violência. É árida, terra seca, chão batido, uma avenida principal asfaltada, ruelas com casinhas cercadas de grades por todos os lados, muros e pichações. “Quando perguntamos aos jovens da cidade sobre o que tinham pra fazer, a resposta é: nada”, conta a moradora Pérpetua Alves.
A criança e o adolescente, quando não estão na escola, ficam sem ter o que fazer o que é um risco. “A violência está fora da escola, não tem jeito. Com a educação integral os alunos estão, de certa forma, mais protegidos, e ainda ocupando bem o tempo. Com certeza, nós educadores, ficamos mais tranquilos”, completa Marilene, diretora da DRE.