Sheila Oliveira
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A despedida do Pacotão foi em grande estilo e alegria, mas quem realmente fez a festa foram os vendedores ambulantes. Era impossível contar quantos carrinhos de pipoca, milho e bebida dividiam a pista da W3 Sul e Norte com os cinco mil foliões que pularam o último dia de Carnaval, de acordo com estimativa da Polícia Militar do Distrito Federal.
O organizador de eventos Ronaldo Lima, 36 anos, aproveitou a folia para faturar um dinheiro extra. “Já consegui faturar R$ 4 mil, desde sábado, só vendendo chapéu. Já vendi mais de 200, sendo que cada um custa R$ 20”, contou. Segundo ele, o faturamento só foi possível graças ao circuito de festas em que esteve. “ Fui em diversas festas, como Ceilambódromo, carnaval de Brazlândia, Galinho de Brasília e Baratona”, completou Lima.
A diarista Joene da Silva, 26 anos, também aproveitou a data para complementar a renda da família. “Comprei bastante bebida para vender neste Carnaval. Graças a Deus está dando tudo certo. Acho que já consegui faturar até hoje (ontem) R$ 3 mil”, comemorou. O local onde Joene mais vendeu foi o Plano Piloto.
Já a vendedora Joilma Ribeiro, 29 anos, estava mais pessimista em relação às vendas deste ano. “O Pacotão esteve mais vazio este ano. Não vendi muita bebida. Acho que só faturei R$ 2 mil, mas não estive em outras cidades porque é muito cansativo”, afirmou.