O Tribunal do Júri de Brasília condenou o empresário Carlos Humberto Pereira Montenegro pela morte da modelo Patrícia Melo de Oliveira, que foi lançada do 14º andar do Hotel Gran Bittar, em janeiro de 2005. O empresário foi condenado por homicídio simples, a 9 anos de prisão, em regime inicial fechado.
Durante a sessão, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), autor da denúncia, sustentou a tese de acusação, pedindo a condenação de Carlos Humberto. A defesa, por sua vez, negou a existência de crime e pediu a absolvição do empresário. Ao ser interrogado, o acusado negou a autoria do crime e voltou a afirmar que a vítima teria cometido suicídio.
Carlos Humberto respondeu ao processo em liberdade e terá direito a recorrer da decisão na mesma condição.
Relembre o caso
Em depoimento à polícia em 2008, o acusado, que morava no Macapá, contou que Patrícia o acompanhava em uma viagem ao DF. Ele disse, ainda, que no dia da morte da modelo, eles tinham ido a um bar no Pier 21 e ela resolveu ir embora. Ele, então, a deixou no hotel e voltou para o bar onde estavam. Quando ele retornou ao hotel, Patrícia teria avisado a ele que havia um dinheiro no armário para enviar para sua mãe. Segundo o empresário, logo em seguida, a modelo se jogou da janela. Carlos afirmou que Patrícia sofria de depressão.
A Polícia Civil, no entanto, declarou que, de acordo com as testemunhas que estavam no hotel no dia do crime e com os laudos do Instituto de Criminalística, Carlos Humberto teria sido o responsável pelo crime.