A Embrapa Cerrados (Distrito Federal) desenvolve pesquisas para ampliar a produtividade do pequi por meio de técnicas avançadas da biotecnologia. A ideia é fazer a multiplicação da árvore em laboratório, in vitro, o que deve baratear as mudas, além de facilitar o cultivo da planta e a seleção com características importantes para ampliar a produção comercial do fruto.
Normalmente, a reprodução do pequi ocorre por sementes, que no caso específico da árvore, têm germinação extremamente baixa. Por isso, o estudo de novas alternativas pode ser relevante para a conservação da espécie, que pode correr riscos a longo prazo. “O pequizeiro está perdendo cada vez mais espaço, pois ocorre principalmente nas áreas mais planas e altas, onde preferencialmente se instalam as lavouras”, explica o pesquisador responsável pelo projeto, Sebastião Pedro da Silva.
Uma das técnicas a ser aplicada nessa pesquisa é a embriogênese, que cria embriões a partir de um tecido vegetativo e não pela fecundação. O processo permite a regeneração, por meio de células vegetativas ou de calos formados por qualquer tecido, resultando em plantas completas com mesma carga genética da matriz que lhe deu origem.