Marina Cardozo
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Menos de uma semana depois de ser embargada, a obra de um prédio de sete pavimentos em Vicente Pires foi retomada, ainda que de forma discreta. Entre a última terça-feira (30) e esta quarta-feira (31), a reportagem do Jornal de Brasília flagrou operários carregando tijolos para dentro da construção, que havia sido lacrada pela Agência de Fiscalização (Agefis). O rompimento do lacre já configura desobediência à autuação.
O prédio é situado na Chácara 286 da Rua 4 (Lote 19), bem próximo à Delegacia de Polícia de Vicente Pires (38ª DP). O empreendimento fica em uma esquina estreita e movimentada, sem estacionamento ou recuo para o trânsito dos futuros moradores. Mal sobraram calçadas devido à construção.
Procurada, a Agefis recebeu as imagens e informou, em nota, que enviaria uma equipe até a Rua 4 para verificar a denúncia de descumprimento do auto de embargo. “Se for encontrada alguma irregularidade, a agência tomará as medidas cabíveis”, esclareceu, sem especificar quais serão as providências.
Grilagem vertical
Depois dos condomínios horizontais, grandes prédios residenciais, de até oito andares, são “tendência” em Vicente Pires. Sem qualquer planejamento, essas construções prejudicam ainda mais o adensamento populacional: muitas pessoas habitam um espaço pequeno, sem estrutura suficiente. Entre as consequências está o comprometimento do tráfego e das redes de infraestrutura (como água e esgoto). A região está em processo de regularização, mas o projeto não prevê o crescimento vertical da cidade.