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Brasília

Em reunião com sindicalistas, GDF volta a afirmar que aumento salarial é inviável

Arquivo Geral

18/11/2016 22h32

Toninho Tavares/Agência Brasília

O secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, e o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, se reuniram nesta sexta-feira (18) com representantes de sindicatos da categoria para apresentar a situação das contas públicas e tentar explicar a falta de recursos para aumentos salariais no momento. A reunião ocorreu no Palácio do Buriti.

Os secretários afirmaram que, por enquanto, a terceira parcela do reajuste salarial prometido às categorias em outubro não poderá ser paga por falta de dinheiro em caixa. Eles contabilizam que, até dezembro,  o saldo negativo deverá baixar para R$ 1,1 bilhão. “Não conseguimos pagar uma dívida deste montante de uma única vez. Nossa meta é chegar no final de 2017 devendo no máximo uns R$ 500 milhões e liquidar o restante até o meio de 2018”, explicou o titular da Fazenda.

Durante a reunião, representantes do sindicato questionaram as planilhas apresentadas pelo governo, a ausência de reajuste salarial, as condições de trabalhos e outros temas.

Segundo o levantamento apresentado pela secretaria na reunião, as despesas em 2016 chegaram a R$ 19.692.455.305,02. Desse valor, R$ 14.210.514.143 são destinados a despesa de pessoal, o que equivale a 72,16% do total despendido, conforme a contabilidade disponibilizada no Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo).

Fleury acrescentou que a folha tem crescimento vegetativo anual de cerca de 3%, mesmo quando não há reajuste. “Isso ocorre porque o servidor recebe promoções na carreira, se tiver concluído uma graduação, ou uma pós-graduação, por exemplo”, observa. Segundo o titular da Fazenda, este ano o gasto salarial deverá ter aumento de R$ 600 milhões em comparação com o ano passado.

“O governo não consegue viver só de pagar salários”, afirmou o secretário, ao explicar que recursos também são necessários para investimentos e manutenção. “Havendo uma possibilidade de fazer reajustes, a gente vai fazer. Mas no momento, não tem dinheiro em caixa”.

Fleury se prontificou a fazer novas reuniões e abrir os resultados do Siggo com os dados públicos. Para os próximos encontros – ainda não marcados -, ele deverá enviar os dados aos sindicatos antes da reunião.

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