A vacinação de bovinos e bubalinos do Distrito Federal contra a febre aftosa recomeça em 1º de novembro e vai até o dia 30 do mesmo mês. A primeira etapa da campanha foi realizada em maio, com uma cobertura de 98,7% dos 100 mil animais.
Um total de 2.536 propriedades com bovinos ou bubalinos deverão vacinar o rebanho na segunda etapa. A maioria dos lotes rurais possuem apenas bovinos. A imunização contra a raiva para equinos, caprinos e suínos acontece paralelamente.
O controle da campanha de vacinação é da Secretaria de Agricultura, por meio de um sistema integrado com as 28 lojas licenciadas que vendem as vacinas. Os produtores devem se cadastrar junto à SEAPA-DF para fazer a aquisição. Os técnicos da Secretaria acompanham a venda das vacinas em tempo real, por meio de um programa on-line de controle, criado em 2007.
As vacinas compradas na primeira etapa da campanha não se acumulam para a etapa seguinte. Com a venda das vacinas, o registro de vacinação da SEAPA-DF é atualizado, indicando quais propriedades já vacinaram seus rebanhos. “Esse sistema é único no Brasil e muito eficiente, fato que explica o alto índice de vacinação do DF”, explicou Marcelo Rocha, responsável pelo programa.
Em caso de descumprimento da vacinação, os bovinocultores receberão uma multa por cada cabeça de gado não imunizada. Se em cinco dias a multa não for paga, o valor será multiplicado por 10. Os pecuaristas que não vacinarem seus rebanhos no prazo estipulado serão escolhidos para participarem de uma vacinação assistida. A SEAPA vai à propriedade e vacina o rebanho. O produtor arca com os custos.
O gado está distribuído entre Brazlândia, Planaltina, Gama e Sobradinho. O maior rebanho do DF está situado no Núcleo Rural do Rio Preto (Planaltina), com 35,5 mil cabeças. A região foi a única a vacinar o rebanho em 100%. A expectativa é conseguir atingir a todos os produtores e vacinar todos os animais.