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Brasília

Em assembleia, policiais civis recusam nova proposta salarial do GDF

Colaborador JBr

06/09/2016 21h22

Mais de mil cruzes brancas foram fincadas em frente ao Congresso para representar o número de homicídios e latrocínios no DF desde o início do ano. Foto: Divulgação/Sinpol-DF

Em assembleia na tarde desta terça-feira (6), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) decidiu por unanimidade rejeitar a nova proposta do GDF para o reajuste salarial pleiteado pela categoria, que exige equiparação com a Polícia Federal. Uma nova assembleia está marcada para a próxima sexta-feira (9).

A votação foi realizada na Esplanada dos Ministérios e, em seguida, os agentes caminharam até o Congresso Nacional, onde fincaram 1.073 cruzes brancas representando o número de homicídios e latrocínios no DF durante o mandato do governador Rodrigo Rollemberg.

A nova proposta saiu de uma reunião entre Ministério Público, governo e representantes dos policiais, ontem à tarde. Ela muda em parte a proposição anterior, em especial porque prevê o início do reajuste para o ano que vem, e não só em 2018, como antes. Em outubro de 2017, a categoria receberia 7%, em 2018, 7,5%, em 2019, 8,5%, em 2020, 5,0% e, por fim, em 2021, 4,5%.

Na quarta-feira passada, o governo havia proposto nenhum aumento em 2017, 8% em 2018, 7% em 2019, 8% em 2020 e, por fim, 10% em 2021. Na sobreposição dos valores com os anos, os 37% pleiteados seriam cumpridos.

Porém, nenhuma das duas opções foram bem aceitas pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol- DF). “Esta nova proposta apresenta um recuo, uma vez que o GDF já havia oferecido 7% em 2017, 10% em 2018 e 10% em 2019”, avalia Rodrigo Franco, presidente do Sinpol. Segundo ele, ao final do período, a proposta atingirá 36% em cinco anos, uma vez que o cálculo será cumulativo.

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