Manuela Rolim, com agências
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Ontem à noite, dezenas de brasilienses se reuniram na Praça dos Três Poderes, junto com o Clube de Astronomia de Brasília, para assistir aos fenômenos superlua e eclipse lunar.
No local, foi instalado equipamento que refletia a superlua no Museu Histórico de Brasília, onde os presentes faziam fila para tirar foto como se estivessem dentro da lua.
O casal Natascha Cunha Vieira, 25 anos, e Gustavo Fonseca, 28 anos, ambos advogados, aguardaram para registrar a imagem. “Não imaginava que aqui estaria tão cheio. Estávamos brincando qual seria a nossa posição e venceu o famoso beijo”, brincou ela.
A servidora pública Anne Sales, 40 anos, chegou às 20h para não perder de colocar em prática uma de suas paixões: fotografar. “Foi uma oportunidade maravilhosa. A lua está muito linda, principalmente, quando nasceu, grandona e vermelha”, conta.
Fenômeno
Observar a lua mais de perto e, na mesma noite, vê-la sumir momentaneamente. Este é o fenônemo que os brasileiros puderam presenciar no domingo (27) à noite, durante a eclipse lunar total não apenas da lua, mas de uma superlua. O satélite natural do planeta em que habitamos estará mais próximo de nós durante toda a noite, fazendo com que tenha um tamanho maior.
Durante boa parte desse período, foi possível perceber a sombra da Terra impedindo a iluminação da lua.
Coincidência que só ocorre uma vez a cada 30 anos, a superlua e o eclipse lunar total foram vistos no céu de alguns países nesta noite. O eclipse pôde ser apreciado no Brasil porque a lua entrou na sombra da Terra quando já era noite no país.
Superlua
Já a superlua ocorre porque a órbita da lua, isto é, o caminho que a lua faz ao redor da Terra, não é circular. Com isso, o satélite se aproxima mais da Terra uma vez por ano, ocasionando o fenômeno.
Pouco antes do eclipse, o casal Samuel Santos e Amália Venâncio namoravam próximo a um shopping do centro de Brasília. Samuel, 26 anos, eletrotécnico, foi quem deu a ideia do namoro ao ar livre.
“Observei que ontem a lua estava bem grande mesmo. Até comentei com um colega”, informou Samuel, confessando desconhecer a ocorrência dos fenômenos. Para Amália, o clima quente na noite da capital federal incentivou as pessoas a sair de casa para observar o espetáculo. “É um encanto mesmo. É sempre um devaneio”, acrescentou.
Em Brasília de passagem para prestar concurso público, o estudante Joel Marcos de Sousa também foi surpreendido com o fenônemo. Ele mora em Uberlândia (MG) e concorda com a peculiaridade do céu brasiliense: “Dei sorte.”
Joel reclamou que, por conta das luzes da cidade, não foi possível ver muitas estrelas. “A lua está maravilhosa. Todo dia tenho o costume de ficar olhando”, afirmou, antes de explicar que mora próximo a uma rodovia, o que facilita observar o céu noturno.
Estudante de Engenharia Elétrica e com viagem de volta para Minas marcada para esta mesma noite, Joel torcia para que pudesse observar os fenômenos da estrada às 23h30, quando estava previsto para a lua desaparecer completamente.