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Brasília

Discussão sobre o diagnóstico e tratamento do autismo têm ganhado espaço

Arquivo Geral

17/06/2013 8h25

A discussão sobre o diagnóstico e tratamento do autismo têm ganhado espaço nas novelas. O fato de um personagem apresentar este quadro tocou corações e despertou a atenção de famílias. Na manhã de ontem, a Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção (Abraci) mobilizou uma equipe para conscientizar os frequentadores do Parque da Cidade sobre a questão.

 

A diretora da Abraci, Lucinete Ferreira de Andrade, destacou que faltam estudos e mapeamentos sobre o número de casos não apenas no Distrito Federal, mas também no restante do País. Além da falta de pesquisas, a diretora considera que seriam necessárias ações  para normatizar o diagnóstico e o tratamento.

 

 

“A estimulação correta das crianças é fundamental. Não existe uma abordagem padrão. Hoje, se especula sobre como fazer o diagnóstico e o tratamento. Deveríamos ter um modelo de ação semelhante ao teste do pezinho. Os Estados Unidos, por exemplo, já trabalham com esta linha de ação”, explicou.

 

Na questão do autismo, quanto mais cedo for o diagnóstico, maiores são as chances da estimulação das crianças possibilitar  que elas atinjam a idade adulta com condições de se socializar e conseguir um espaço no mercado de trabalho. No evento de ontem, a equipe da Abraci recebeu um pai  que diagnosticou o autismo do filho apenas quando ele atingiu os 16 anos de idade.

 

 

Os sinais básicos de uma criança que pode ter autismo são: problemas de comunicação, falta de interatividade social e dificuldade de linguagem espontânea, que de forma reduzida significa que a criança não consegue manter o mesmo assunto em uma conversa. O autismo pode vir acompanhado de outros quadros como, por exemplo, a Síndrome de Down.

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