Fiéis e devotos compareceram à paróquia Santo Antônio, na 911 sul, nesta terça-feira (13), para celebrar o dia de um dos santos mais populares na cultura brasileira, Santo Antônio. Desde o dia 31 de maio, a paróquia estava com uma programação de festa para homenagear o santo casamenteiro.
O frei Edgar Alves explica que Santo Antônio é o santo mais conhecido do país, e ainda na capital. “É uma devoção muito grande, e os fiéis vêm e fazem um ambiente de oração, em que as pessoas buscam várias coisas e encontram em Santo Antônio, essa pessoa que vai interceder junto a Deus”.

Ele aponta que a maioria vem em busca de um amor, por ele ser mais conhecido como o santo casamenteiro. Entretanto, os fiéis também o procuram para achar coisas perdidas ou alguma cura. “Santo Antônio tem muitos lados, e esse ano a gente está destacando a humildade, mostrando esse aspecto dele”, ressalta. O frei conta que Santo Antônio foi um grande pregador, foi o superior da Ordem Cônegos Regulares de Santo Agostinho e outros cargos grandes, mas sempre tratando as pessoas com muita familiaridade. “Então é possível que a gente também exerça os nossos cargos com muita humildade, isso que ele nos ensinou. É possível a gente viver de modo humilde”.
Porém, uma coisa que também contribui para a fama de casamenteiro do santo, são as lendas em volta dele e o fato de ser uma data posterior ao dia dos namorados. O frei elabora que na época de Santo Antônio, ele conseguiu fazer com que as mulheres tivessem um dote para poder pagar e assim poderem casar com as pessoas com quem elas, de fato, queriam casar.

Ao longo do dia 13, as pessoas iam e vinham à paróquia, para receber a benção oferecida pelos Freis, a distribuição de pães, as confissões, adoração ao Santíssimo e as missas de hora em hora.
Devota de Santo Antônio desde que nasceu, Dandara Santos, 19 anos, veio de Fortaleza para ser estudante de ciências políticas, e está celebrando pela primeira vez o Dia de Santo Antônio em Brasília. “Nossa comunidade é toda franciscana, e sempre tem trezena com treze dias de oração, festa junina e santíssimo exposto”.
A avó de Dandara prometeu o casamento da neta para o Santo. “Aparentemente, eu tenho uma promessa feita em meu nome quando eu nasci, que quando eu casar, tem que ser na capela dele”, afirma. Entretanto, Dandara tem pensado em seguir o caminho religioso, mas ela não sabe ainda, mas a prima da estudante casou por conta de uma promessa ao santo, além de ter engravidado depois de ter feito a trezena. “A gente tem muito que ele é santo casamenteiro, mas ele também ajuda a gente nas nossas virtudes”.
Maria da Conceição Brasil, 60 anos, servidora pública aposentada, também é devota de Santo Antônio, e sempre frequentou a celebração dele na paróquia da Asa Sul. Ela conta que o santo já fez maravilhas por ela, inclusive arranjou um namorado com o mesmo nome do dele. “Eu sou muito íntima de Santo Antônio e me refiro a ele como Toinho”.
Quando se trata das lendas ao redor do Santo, Maria recomenda que as “encalhadas” coloquem o santinho dele congelado ou de cabeça para baixo. “É tiro e queda para arrumar marido”, frisa.
Norma Feitosa, 52, é secretária paroquial e casou por intercessão de Santo Antônio. “Eu estava afim, como dizem, dessa pessoa na época e foram dois anos pedindo e intercedendo”, salienta. Ela descreve que começou a rezar fervorosamente e logo eles começaram a namorar, e depois de seis meses estava se casando.

Ela reforça que o santo é cheio de vertentes, e além de casamenteiro, e de ser o santo das festas juninas, o Santo Antônio também é santo dos desempregados. Norma veio trabalhar na paróquia, por meio da intercessão dele. “Tenho certeza que ele intercedeu. Ele é o santo dos humildes, santo de todos e eu tive a benção dele duas vezes”, finaliza.