Vamos falar a verdade: feriado tem gosto de domingo, não é mesmo? E domingo… Bem, domingo é dia de futebol. E hoje, feriado, domingo “criado”… Muitas emoções para a parte de baixo da tabela de classificação.
Já a partir das 11h (não falei que tem gosto de domingo?) teremos jogo do Brasileiro. E uma partida importantíssima para o rebaixamento: a Chapecoense, que quer logo somar os pontos necessários para não pensar mais no Z-4 e dedicar-se exclusivamente à Sul-Americana, recebe o Sport, que numa combinação de resultados pode, ainda hoje, entrar na zona da degola. Não há exagero algum em dizer-se que a situação do Leão de Recife é desesperadora – e se o time dirigido por Osvaldo Oliveira entrar no Z-4, Pernambuco estará, infelizmente, com suas duas equipes na zona de rebaixamento.
À noite, mais três jogos. Todos mexendo com os desesperados. O Coritiba, que deseja percorrer o mesmo caminho da Chapecoense, recebe o Figueirense, que sofreu um gol inesperado do Botafogo, aos 46 do segundo tempo, e ocupa, agora, um incômodo lugar entre os rebaixados. Dificilmente conseguirá deixar as últimas posições neste feriado. Para ajudar na sua luta, o Figueira precisará contar justamente com o Botafogo, que enfrentará o Internacional na Ilha do Governador (RJ), pensando em entrar no G-6 (vejam só…). Para que isso aconteça, só a vitória interessa – para o Colorado, perder é permanecer na rabeira da classificação, aumentando a tensão contra o rebaixamento.
Encerra a quarta-feira “dominical” o jogo entre Santa Cruz e Corinthians, na Arena Pantanal, em Cuiabá – isso mesmo, o colunista não se enganou, não. O tricolor pernambucano já jogou a toalha e quer, apenas, faturar uns trocados. Por isso vendeu o mando de campo, como o América Mineiro fizera, domingo, contra o Palmeiras, indo jogar no Paraná. Azar dos rivais do Timão, que poderiam contar com um tropeço do adversário se o Santinha contasse com o apoio de seus torcedores. O Corinthians vai jogar praticamente em casa e, com isso, terá algumas facilidades para faturar os três pontos, aumentando suas chances na luta pelo G-6, que anda meio distante.
De volta
O Maracanã, parece, realmente estará liberado para o jogo entre Flamengo e Corinthians, dentro de 10 dias. O buraco (na verdade, uma cratera) no meio do campo já foi preenchido (espera-se que a drenagem não tenha sofrido problemas) e a grama já voltou a ser colocada – estima-se que hoje todo o gramado estará no lugar, restando, portanto, um bom período para a fixação. Seria bom uma chuvinha, leve. Fica no ar, porém, a pergunta: se aceitou adiar o Fla-Flu de hoje para amanhã, por que a CBF não permitiu que o maior clássico do futebol brasileiro passasse para o dia 26, quando não haverá rodada do Brasileiro? Os torcedores dos dois times agradeceriam – e o futebol também, afinal, nada mais bonito do que ver um Fla-Flu na sua casa, o Maracanã…
Não é só futebol
Piqué é um craque. Defende o Barcelona com categoria. E também a seleção espanhola. Por diversas vezes já demonstrou seu orgulho catalão. Na Espanha ainda temos alguns ventos separatistas. Na partida contra a Albânia, ele, Piqué, cortou a manga de sua camisa e atuou com uma malha “de frio”. Foi o suficiente para que falassem que era um protesto porque a manga remeteria à bandeira da Espanha. E Piqué é catalão. Como resposta, Piqué, que defende o Barcelona e a Fúria com o mesmo empenho, afirmou que a Copa da Rússia seria (será) sua última competição pela seleção nacional. Afirmou estar cansado deste tipo de referência. Um jornal de Madri, que teria “iniciado” a polêmica, pediu desculpas. Chegou a citar Messi, que também disse adeus à Argentina após a Copa América Centenário e voltou atrás. Lembrou que nenhum outro clube tem, até hoje, tantos convocados quanto o Barcelona para a seleção espanhola. Lamentou que torcedores do Real Madrid, em todo o país, vaiem Piqué (ele é um crítico feroz do maior rival do Barça). Definitivamente, não é apenas futebol aquele esporte com 22 jogadores correndo atrás de uma bola…