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DF tem mais uma queda consecutiva no desemprego

Quantidade de pessoas sem trabalho na capital teve redução de 2,4% em um ano e fechou em 2021 com 15,9%

São, portanto, aproximadamente 296 mil pessoas desempregadas na capital. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O nível de desemprego no Distrito Federal teve mais uma consecutiva queda no último mês e fechou o ano de 2021 com redução de 2,4% no índice. Em dezembro do ano passado, a taxa caiu 1,1% em relação a novembro, dando continuidade no decaimento iniciado no último junho, e chegou a 15,9% no cálculo. São, portanto, aproximadamente 296 mil pessoas desempregadas na capital.

De acordo com a diretora de estudos urbanos e ambientais da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), Renata Florentino, boa parte desta queda constante no segundo semestre de 2021 se deve às boas expectativas de mercado conforme avançava a vacinação no DF. Com os índices da covid-19 retraindo na capital, a empregabilidade aumentou.

A taxa de desemprego em 15,9% no DF é a mais baixa dos últimos seis anos. A menor antes dela aconteceu em novembro de 2015, quando o índice chegou a 15,1. A redução mostra a rápida recuperação da crise iniciada com a pandemia da covid-19. Em maio de 2020 houve um pico de desemprego, com cálculo em 21,6%.

“Estamos em um patamar de desemprego bastante reduzido em relação a todo o período da crise na economia brasileira dos últimos tempos. Lembrando que nossa crise de trabalho data de 2015, especialmente a partir do segundo trimestre daquele ano”, destacou a economista e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Lúcia Garcia.

A taxa de desemprego se manteve relativamente estabilizada em relação aos grupos separados pela Codeplan a partir da renda e do território. Em relação a novembro de 2021, mês anterior ao do recente levantamento, o desemprego diminuiu mais nas regiões de renda média-baixa (Grupo 3), como Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Riacho Fundo I e II, Setor de Indústria e Abastecimento, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião.

A leve alteração foi de 0,2% em comparação a novembro, fechando o último mês de dezembro em 19,3%. Em relação ao ano anterior, porém, a queda foi mais significativa, sendo de 3,7% em relação a dezembro de 2020.

O Grupo 2, de renda média-alta – Águas Claras, Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Sobradinho II, Taguatinga e Vicente Pires –, teve redução mínima de apenas 0,1 pontos percentuais em um mês. Em um ano, caiu 1,6%. No Grupo 4, porém, de renda baixa – Fercal, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, SCIA–Estrutural e Varjão –, houve aumento no desemprego na mesma proporção de 0,1%. Em um ano, porém, a queda foi de 1,8%.

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Apesar do crescimento no número total de pessoas empregadas no DF, três setores registraram quedas na empregabilidade em dezembro de 2021 em comparação a novembro do mesmo ano. Na variação registrada pela Codeplan, os ramos da construção civil, administração pública e de serviços tiveram reduções de 2,3%, 1,7% e 0,4%, respectivamente.

Os setores que obtiveram o resultado positivo para a capital foram os da indústria de transformação e do comércio e reparação, que juntos acumularam crescimento de 3,4% – 2,1% no primeiro e 1,3% no segundo.

Entretanto, o que garantiu o saldo negativo no desemprego do DF foi a diferença entre novos postos de trabalho em relação ao número de pessoas que se tornaram economicamente ativas – acima de 14 anos que entraram para o mercado de trabalho. Foram abertos 100 mil novos postos de trabalho, enquanto cerca de 57 mil pessoas entraram para a contagem da População Economicamente Ativa (PEA).

De todo o cenário no DF, chama a atenção que a estimativa de pessoas com emprego doméstico caiu seis pontos percentuais, sendo a maior queda em dezembro de 2021. Os setores público e de trabalhadores autônomos também caíram, ambos em 1,7%. No setor privado sem Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), houve aumento de 2,9% nas contratações, e no mesmo âmbito com CTPS, houve crescimento em 1,6%.

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