Nesta quinta-feira (03), o Distrito Federal registrou 7.086 novos casos de covid-19. Desde o início da pandemia, 625.031 pessoas já foram infectadas na capital, sendo que 89,3% (548.048) deste número estão recuperados. Do total de casos, 11.208 (1,8%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus.
Segundo a Secretaria de Saúde, nas últimas 24 horas, uma mulher faleceu por complicações relacionadas a doença. Porém, das mortes que aconteceram em dias anteriores, mas que foram registradas apenas hoje, foram seis mulheres e cinco homens.
Seguindo o padrão dos últimos dias, a Taxa de Transmissão (Rt) apresentou nova queda e está em 1,19. Vale lembrar que, acima de 1, a taxa indica que a pandemia está tendendo a avanças. Essa taxa significa que 100 pessoas infectadas infectam outras 119.
As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (63.400), Plano Piloto (70.934) e Taguatinga (47.375). A maior taxa de mortalidade é em Santa Maria (466), com 2,7%.
Os dados ainda mostram que, do total de mortes, 969 não eram residentes da capital, sendo, 833 de Goiás (entorno), um do Acre, um de Alagoas, dois do Amapá, 30 do Amazonas, 17 da Bahia, três do Maranhão, oito do Mato Grosso, 43 de Minas Gerais, um do Piauí, cinco do Rio de Janeiro, quatro de Rondônia, sete de Roraima, um de Santa Catarina, cinco de São Paulo e quatro do Tocantins.
Ômicron
Em relação a casos e a taxa de transmissibilidade, a capital tem vivido o seu pior momento até então nas últimas semanas com a variante ômicron. Porém, segundo a Saúde, esse cenário pode piorar.
De acordo com a pasta, o governo tem trabalhado com a possibilidade de que o pico da cepa seja alcançado apenas daqui a duas semanas, ou seja, metade de fevereiro. Ainda assim, é esperado que a queda desses dados seja brusca e já ocorra no final do mês.
A cepa atingiu o DF no final de dezembro, na véspera de natal, e tem resultado em recordes de casos e na taxa de transmissão. No dia 25 de fevereiro, por exemplo, foram registrados 10.697 novos casos em 24 horas, o maior número desde o início da pandemia, em março de 2020.
“A gente trabalha com a previsão de que essa ascensão acelerada [da Ômicron] possa chegar nas próximas duas semanas, até meados de fevereiro. Nossa expectativa é de reduzir o platô de permanência desses elevados casos e espera de uma queda igualmente rápida ainda para o final do próximo mês”, avaliou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno.
Ainda de acordo com o secretário, nesse período, o sistema de saúde ficará sobrecarregado por síndromes gripais. “Em nenhum estudo, nós prevíamos esse ritmo acelerado da transmissibilidade -da variante Ômicron. Do ponto de vista sanitário, não tem precedentes. Compara-se a sarampo, compara-se aos grandes desafios relacionados à transmissibilidade que já enxergamos no mundo”, continua.