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Brasília

DF registra 11.508 novos casos de Covid-19 e 10 óbitos

Desde o início da pandemia, 606.765 pessoas já foram infectadas na capital, sendo que 89,8% (544.934) deste número estão recuperados

Geovanna Bispo

31/01/2022 18h40

Foto: FRED TANNEAU/AFP

Durante o final de semana e esta segunda-feira (31), o Distrito Federal registrou 11.058 novos casos de covid-19. Desde o início da pandemia, 606.765 pessoas já foram infectadas na capital, sendo que 89,8% (544.934) deste número estão recuperados. Do total de casos, 11.174 (1,8%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus.

Segundo a Secretaria de Saúde, das mortes que aconteceram em dias anteriores, mas que foram registradas apenas hoje, foram seis mulheres e quatro homens.

Seguindo o padrão dos últimos dias, a Taxa de Transmissão (Rt) apresentou nova queda e está em 1,28. Vale lembrar que, acima de 1, a taxa indica que a pandemia está tendendo a avanças. Essa taxa significa que 100 pessoas infectadas infectam outras 128.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (61.503), Plano Piloto (68.386) e Taguatinga (45.957). As maiores taxas de mortalidade são em Ceilândia (1.692) e em Santa Maria (466), ambas com 2,8%.

Os dados ainda mostram que, do total de mortes, 966 não eram residentes da capital, sendo, 831 de Goiás (entorno), um do Acre, um de Alagoas, dois do Amapá, 30 do Amazonas, 17 da Bahia, três do Maranhão, oito do Mato Grosso, 43 de Minas Gerais, um do Piauí, cinco do Rio de Janeiro, quatro de Rondônia, sete de Roraima, um de Santa Catarina, cinco de São Paulo e quatro do Tocantins.

Ômicron

Em relação a casos e a taxa de transmissibilidade, a capital tem vivido o seu pior momento até então nas últimas semanas com a variante ômicron. Porém, segundo a Secretaria de Saúde do DF, esse cenário pode piorar.

De acordo com a pasta, o governo tem trabalhado com a possibilidade de que o pico da cepa seja alcançado apenas daqui a duas semanas, ou seja, metade de fevereiro. Ainda assim, é esperado que a queda desses dados seja brusca e já ocorra no final do mês.

A cepa atingiu o DF no final de dezembro, na véspera de natal, e tem resultado em recordes de casos e na taxa de transmissão. Na última terça-feira (25), por exemplo, foram registrados 10.697 novos casos em 24 horas, o maior número desde o início da pandemia, em março de 2020.

“A gente trabalha com a previsão de que essa ascensão acelerada [da Ômicron] possa chegar nas próximas duas semanas, até meados de fevereiro. Nossa expectativa é de reduzir o platô de permanência desses elevados casos e espera de uma queda igualmente rápida ainda para o final do próximo mês”, avaliou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno.

Ainda de acordo com o secretário, nesse período, o sistema de saúde ficará sobrecarregado por síndromes gripais.

“Em nenhum estudo, nós prevíamos esse ritmo acelerado da transmissibilidade -da variante Ômicron. Do ponto de vista sanitário, não tem precedentes. Compara-se a sarampo, compara-se aos grandes desafios relacionados à transmissibilidade que já enxergamos no mundo”, continua.

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