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Brasília

DF lidera ranking de qualidade de vida no país e Brasília é 2ª entre capitais, aponta estudo

Edição de 2026 do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avaliou os 5.570 municípios do país

Redação Jornal de Brasília

20/05/2026 17h47

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

O Distrito Federal lidera, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional de qualidade de vida, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. Divulgado na quarta-feira (20), o levantamento também posiciona Brasília como a segunda capital mais bem avaliada do país, atrás apenas de Curitiba (PR).

O IPS mede o progresso socioambiental em uma escala de 0 a 100, sem considerar indicadores econômicos. O índice é estruturado em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades, e utiliza dados de fontes oficiais, como DataSUS, IBGE, Anatel e Cadastro Único.

Produzido pelo Instituto Imazon, o estudo avaliou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, e abrange áreas como segurança, saúde, educação, moradia, inclusão social e acesso a oportunidades.

O Distrito Federal apresentou desempenho superior à média nacional nas três dimensões analisadas: necessidades humanas básicas (80,35 contra 74,58), fundamentos do bem-estar (74,87 contra 68,81) e oportunidades (56,98 contra 46,82).

Segundo a coordenadora do IPS Brasil, Melissa Wilm, o índice avalia resultados concretos na vida da população. “O IPS mede resultados e não volume de investimentos, ou riquezas. Nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato, sendo entregues aos cidadãos. O IPS tem sido usado para o planejamento, avaliação de programas e aperfeiçoamento de políticas públicas. O índice também serve de bússola para orientar os investimentos sociais privados nos municípios”, afirma. 

Entre os 12 componentes divulgados, Brasília obteve as melhores pontuações em Água e Saneamento (88,10), Acesso à Informação e Comunicação (87,66), Moradia (87,45), Nutrição e Cuidados Médicos Básicos (78,10) e Acesso ao Conhecimento Básico (76,85). Por outro lado, os piores desempenhos foram registrados em Inclusão Social (29,12), Direitos Individuais (63,05) e Liberdades Individuais e de Escolha (66,25).

Quadradinho em destaque

No ranking das capitais, Curitiba aparece na primeira posição, com 71,29 pontos, seguida por Brasília (70,73) e São Paulo (70,64). As três são as únicas capitais entre os 20 municípios mais bem avaliados do país. Na outra ponta, os menores índices foram registrados em Salvador (BA), Maceió (AL), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).

Entre as unidades federativas, o Distrito Federal lidera, com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96) e Santa Catarina (65,58). Os piores resultados foram observados no Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03).
Divulgação/IPS Brasil

Entre as unidades federativas, o Distrito Federal lidera, com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96) e Santa Catarina (65,58). Os piores resultados foram observados no Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03).

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Divulgação/IPS Brasil

Moradores confirmam qualidade de vida no dia a dia

A percepção de moradores do Distrito Federal reforça os dados do levantamento, com destaque para aspectos ligados ao cotidiano e à infraestrutura das regiões administrativas. Entre os pontos mais citados estão o acesso a espaços públicos e a facilidade para a prática de atividades físicas.

Moradora do Guará, a estudante Ana Clara Araújo falou sobre a estrutura disponível para manter uma rotina ativa. “Há parques, academias públicas e privadas, o que facilita a prática de exercícios no dia a dia”, afirma.

Já o professor de inglês Pedro Reis, de Águas Claras, avalia que a qualidade de vida no DF também está ligada à organização urbana e à oferta de serviços nas RAs. “Há um bom planejamento no geral, com acesso facilitado a lazer, transporte e serviços, o que impacta diretamente no bem-estar”.

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