Menu
Brasília

DF já registrou 23 casos de Mpox em 2026; oito foram confirmados neste mês de outubro

Secretaria de Saúde monitora aumento recente dos diagnósticos e investiga cepas do vírus em circulação; infectologista explica formas de transmissão e cuidados para evitar o contágio

Débora Oliveira

04/11/2026 19h22

mpox

Foto: Ernesto BENAVIDES / AFP

O Distrito Federal chegou a 23 casos confirmados de Mpox em 2026, sendo oito registrados somente em outubro. Os dados, atualizados até esta quarta-feira (4/11), são da Secretaria de Saúde (SES-DF), que acompanha o aumento recente dos diagnósticos e mantém a vigilância epidemiológica para identificar novas infecções. Apesar das confirmações, ainda não se sabe qual cepa do vírus predomina entre os pacientes diagnosticados na capital.

Ao todo, 43 casos suspeitos foram notificados neste ano. Segundo a SES-DF, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) realiza análises complementares das amostras para identificar os tipos virais em circulação. A pasta também informou que trabalha com as regiões de saúde para atualizar e consolidar os dados epidemiológicos.

O histórico da doença no DF aponta 402 casos confirmados entre 2022 e 2025, de um total de 1.832 notificações suspeitas. Nesse período, 96% dos pacientes diagnosticados eram homens, com mediana de idade de 33 anos. A maior concentração ocorreu entre pessoas de 30 a 39 anos (45,8%), seguida pela faixa de 20 a 29 anos (29,4%).

A Mpox é uma infecção viral que pode provocar febre, dores no corpo e lesões na pele e nas mucosas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato físico próximo com uma pessoa infectada, especialmente com as lesões, mas também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos contaminados.

Segundo o infectologista Henrique Valle Lacerda, do Hospital Brasília, da Rede Américas, o contato íntimo é uma das principais situações de risco. “A Mpox é uma infecção viral que se transmite, acima de tudo, pelo contato direto com as lesões de pele de uma pessoa infectada, principalmente durante as relações sexuais. Mas a transmissão também pode acontecer pelo uso compartilhado de objetos contaminados, como toalhas, lençóis, roupas e talheres”, explica.

O especialista ressalta que a dinâmica de transmissão é diferente daquela observada em infecções respiratórias mais comuns. “É importante ressaltar para a população que, diferentemente da gripe e da Covid-19, a Mpox não se espalha facilmente pelo ar”, destaca.

Os sintomas podem surgir em até 21 dias após a exposição ao vírus. Inicialmente, a doença pode ser confundida com uma virose, devido à presença de febre, dor de garganta, dores musculares e aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos popularmente como ínguas.

As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos e nas regiões genital e anal, entre outras partes do corpo. Com a evolução da doença, as bolhas podem formar crostas, que posteriormente se desprendem durante a cicatrização.

Cuidados para evitar o contágio

Diante do aumento recente dos registros, a Secretaria de Saúde enfatiza a importância de evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, higienizar frequentemente as mãos e não compartilhar roupas, toalhas ou objetos de uso pessoal.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem procurar atendimento médico e seguir as orientações de isolamento para evitar a transmissão. “Quem tem a doença, ou apresenta suspeita de infecção, precisa manter o isolamento até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas e todas as crostas tenham caído”, orienta Henrique.

O infectologista também chama atenção para a necessidade de avaliação médica, principalmente entre gestantes, crianças e pessoas com a imunidade comprometida, que podem apresentar maior risco de complicações.

A recuperação costuma ocorrer em duas a quatro semanas, mas o período de isolamento deve considerar a cicatrização completa das lesões, conforme orientação dos profissionais de saúde.

A SES-DF recomenda que qualquer pessoa que apresente bolhas, pústulas ou lesões repentinas na pele ou nas mucosas procure uma unidade de saúde para avaliação. Informações sobre a doença também estão disponíveis no site oficial da Secretaria de Saúde.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado