O Distrito Federal vai ficar mais bonito. Até março de 2010, árvores, palmeiras e arbustos de 32 mil espécies serão distribuídos ao longo de quatro rodovias, 24 parques e unidades de conservação de 30 Regiões Administrativas. Ao todo serão plantadas 170 mil mudas de espécies nativas e não-nativas. O primeiro local a receber o plantio será o Taguaparque, neste sábado (14).
No ano passado foram plantadas 190 mil mudas. Apesar de o número ser menor em 2009, uma novidade promete compensar a diferença. Segundo o presidente da Novacap, Luiz Carlos Pietschmann, 60% das mudas têm entre 3m e 5m. Isso significa que elas estão mais desenvolvidas e terão mais chance de vingar. “Além de serem mais resistentes, essas mudas diminuem o impacto visual e vão poder dar sombra e florecer mais rapidamente”, Pietschmann. Segundo ele, em um ano e meio esses resultados já serão visíveis.
Cerca de 80% das mudas a serem plantadas são nativas do cerrado. Entre as espécimes que serão espalhadas pelo DF estão os ipês roxo e amarelo, além do jacarandá, aroeira, cedro e jequitibá. As espécies não nativas estão em condições de se adaptar ao novo clima. “São mudas que foram testadas e não vão representar problemas no futuro quando estiverem adultas. Experiências e testes foram feitos nos viveiros para garantir esse processo”, explica o presidente da Novacap.
Compensação ambiental
A arborização em massa é uma forma de compensação ao desmatamento nas áreas onde ocorrem urbanização e obras de infraestrutura. Neste ano, 11 áreas do DF foram delimitadas para receber o programa de compensação ambiental. Entre elas está a margem esquerda da DF 130, que dá acesso a Planaltina. Com isso, a Novacap aplica o conceito de estrada parque ao plantar mais de cinco mil mudas nesses locais. “Estamos plantando de volta na natureza pelo menos 100 vezes mais do que retiramos”, afirma Pietschmann.
O diretor de Parques e Jardim, Daniel Marques, lembra que além do plantio promovido pelo governo, há também o processo feito por particulares. De acordo com a lei, todos que se lançam em um empreendimento no qual resulta a derrubada de árvores é obrigado a replantá-las na natureza, pelo menos dez vezes o número desmatado. “Se a espécime for exótica é preciso replantá-la 10 vezes em outra área. Se for uma espécime tombada, como a sucupira e o pequizeiro, daí esse número sobe para 30 vezes”, detalhou Marques.
Taguaparque
Cerca de cinco mil pessoas devem participar da primeira etapa do programa, no Taguaparque, neste sábado (14). Entre elas estão alunos da rede pública de Taguatinga, Águas Claras e Vicente Pires. Cada um dos participantes poderá, além de plantar uma árvore, adotá-la e batizá-la com seu nome. “Quando a comunidade participa o programa tem mais sucesso”, enfatiza Pietschmann.