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Brasília

DF amplia Viva Flor e inaugura Sala Lilás para mulheres em risco

A SSP-DF anunciou a expansão do programa para mais seis delegacias e abriu um novo espaço de acolhimento no Ciob.

Redação Jornal de Brasília

26/06/2026 14h17

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Foto: Divulgação/SSP-DF

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) inaugurou nesta sexta-feira (26) a Sala Lilás, no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), como espaço permanente de atendimento humanizado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Na mesma solenidade, foi anunciada a expansão do Programa Viva Flor para mais seis delegacias do Distrito Federal.

Com a mudança, o atendimento especializado passa a ocorrer também na 8ª DP, na Cidade Estrutural; 21ª DP, em Taguatinga Sul; 26ª DP, em Samambaia; 33ª DP, em Santa Maria; 35ª DP, em Sobradinho; e 30ª DP, em São Sebastião. O serviço já era oferecido nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) I e II e em outras unidades da Polícia Civil. Segundo a SSP-DF, isso permite que as vítimas solicitem a inclusão imediata no Viva Flor já no registro da ocorrência.

O programa é destinado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar que tenham medidas protetivas ou sejam classificadas em situação de risco durante o atendimento pela Polícia Civil do DF. Após essa avaliação, a vítima pode ser incluída no sistema, que funciona por aplicativo instalado no celular e opera como botão de emergência. Nos casos em que o aparelho não é compatível, a secretaria disponibiliza o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP).

A Sala Lilás passa a funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, com recepção, sala de atendimento individualizado, ambiente reservado para acolhimento e brinquedoteca. O espaço também foi estruturado para ampliar o acesso a orientações jurídicas, psicológicas e de assistência social, por meio de parcerias institucionais e acordos de cooperação técnica com instituições de ensino superior.

A escolha das novas unidades do Viva Flor, segundo a pasta, foi baseada em estudos técnicos que apontaram regiões com maior incidência de violência doméstica e familiar. A secretaria informou ainda que, desde 2018, 3.276 mulheres já foram atendidas pelas tecnologias de proteção e que 2.031 permanecem vinculadas ao programa. A pasta afirmou também que nenhuma mulher assistida pelo Viva Flor foi vítima de feminicídio enquanto esteve sob proteção do sistema.

Durante o evento, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, afirmou que a inauguração da Sala Lilás e a ampliação do programa representam um avanço na qualificação do atendimento e na prevenção à violência. A secretária da Mulher, Jackeline Aguiar, e representantes da PMDF, do Judiciário e da Defensoria Pública também destacaram a atuação integrada da rede de proteção.

Com informações da SSP-DF

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