Valtemir Rodrigues
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No primeiro trimestre deste ano, a cada hora um condutor foi multado no Distrito Federal por estar dirigindo veículo sob o efeito de álcool e outras substâncias entorpecentes. Nesse período, o Departamento de Trânsito (Detran) lavrou 2.266 multas – uma média diária de 25. O número, preocupante, é resultado da intensa fiscalização, segundo o órgão. Porém, o que mais preocupa, não são os flagrantes, mas a morosidade do trâmite das ações judiciais contra pessoas que cometem crimes de trânsito de maior gravidade, principalmente com vítimas fatais, contribuindo para a impunidade.
De acordo o Departamento Jurídica do Pró-vítima – um programa da Secretaria de Justiça do DF e responsável por auxiliar parentes de vítimas que morreram no trânsito –, os processos na Justiça demoram, em média, até três anos.
“São muitas as fases processuais que contribuem para essa demora. Além disso, na maioria dos crimes, não há uma jurisprudência, um entendimento quanto a intenção do condutor de matar”, explica o consultor jurídico Tiago Scapim.
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