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Brasília

Desempregados já somam 338 mil no DF

Arquivo Geral

30/06/2017 7h00

Atualizada 29/06/2017 22h06

Foto: Valdecir Galor/SMCS

Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

A retomada econômica projetada pelo Governo de Brasília para 2017 ainda não aconteceu. Depois de o Buriti divulgar que a arrecadação piorou em comparação com o ano passado, foi a vez da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) jogar ducha de água fria nos otimistas: o DF alcançou a marca de 338 mil desempregados em maio, 2 mil a mais em relação ao mês anterior.

O alento é que, entre um mês e outro, a População Economicamente Ativa (PEA) do DF cresceu em 5 mil pessoas e, portanto, a taxa de desemprego ficou estável, nos mesmos 20% de abril. De acordo com Jusçânio de Souza, gerente gerente de Pesquisas Socioeconomicas da Companhia de Planejamento (Codeplan), ainda houve a criação de 17 mil postos de trabalho em maio.

Ele, no entanto, faz uma ressalva. “É um crescimento ocupacional de categorias com rendimento médio menor. Isso significa dizer que houve transferencia de mulheres, principalmente, do setor de serviços e comércio para retornar ao emprego doméstico, com salários bem inferiores”, alerta.

Segundo Souza, o setor privado apresentou aumento na quantidade de assalariados sem carteira assinada, enquanto a Administração Pública continua a se desfazer de seus servidores. Em maio, o setor público perdeu 4,5% de seus trabalhadores e a tendência é que essa variação negativa continue a acontecer nos próximos meses.

“Essa é uma característica nacional. Os governos têm problema de equilíbrio de caixa, devido a aumento de gastos com folha salarial, então assume uma dinâmica de contenção de custos”, explica.

No Governo de Brasília, Planos de Demissão Voluntária (PDV) em órgãos em empresas públicas, por exemplo, busca reduzir a quantidade de celetistas e estatutários considerados não essenciais.

“Isso privilegia a saída de quem já está em idade avançada ou em atividades menos prioritárias”, confirma o gerente de pesquisas socioeconômicas. Se a situação não melhorar, haja PDV na capital.

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