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Brasília

Desafios são muitos para que Brasília receba a abertura da Copa

Arquivo Geral

16/04/2011 10h16

Bruna Sensêve
bruna. senseve@jornaldebrasilia.com.br

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) já enfrenta grandes desafios para superar todos os problemas existentes na cidade. A dor de cabeça pode ainda piorar quando o objetivo é concretizar todos os projetos idealizados para receber a Copa do Mundo de 2014 e mais, com empenho em receber a abertura do campeonato. O cenário apresentado para instalações, transporte, estrutura esportiva e segurança pública é pouco animador. Muitos investimentos ainda estão em fase de elaboração de projetos, a apenas três anos do grande evento do futebol mundial.

 

O Aeroporto Internacional de Brasília foi considerado, por estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em situação crítica e operando muito acima de seu limite de eficiência operacional. As obras não devem finalizar no prazo estipulado. Da mesma forma, as saídas encontradas e necessárias para viabilizar o transporte público aos visitantes também estão só no papel. Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), Veículo Leve sobre Pneus (VLP), expansão do Metrô do DF, ciclovias e requalificação das calçadas são propostas antigas que ainda não foram concretizadas.

 

A estrutura esportiva para abrigar os atletas e jogos talvez seja um dos poucos pontos que caminha dentro do previsto. O Estádio Nacional de Brasília tem 30% da obra concluída e, de acordo com a Comissão Brasília 2014, deve ser finalizado a tempo da Copa das Confederações, em 2013. Os estádios que servirão como campos de treinamento das equipes também já foram vistoriados e aguardam parecer da Fifa. O setor hoteleiro já iniciou as obras para mais seis mil leitos que serão acrescentados à rede de 19 mil. Para atingir os 30 mil necessários, a categoria acredita que é uma questão de tempo.

 

De acordo com a Comissão Brasília 2014, existe uma ação conjunta de todos os órgãos para que se cumpra a tarefa enquanto cidade-sede da Copa do Mundo. A população ainda vê a situação com desconfiança. Será que dá tempo de terminar tudo até 2014?

 

 

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