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Dengue: GDF proíbe flores e vasos nos cemitérios

Cm o comunicado do GDF, oficializado, a concessionária fica autorizada a fazer o recolhimento de todos os objetos deixados junto às sepulturas

Foto: Guilherme Pontes/JBr
O Distrito Federal continua num crescente de casos de dengue e qualquer pequeno recipiente pode acumular água e permitir a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Pensando nisso, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus DF), enviou, nessa segunda-feira (5), um ofício aos cemitérios do DF proibindo a permanência e manutenção de vasos de flores. A retirada dos objetos foi feita pelas equipes dos cemitérios nesta terça-feira (6).
Segundo a Sejus DF, o documento foi encaminhado à Concessionária Campo da Esperança, empresa que administra os cemitérios de grande porte no Distrito Federal. A proibição não se limita a vasos de plantas, mas a todo e qualquer recipiente que possibilite o acúmulo. A medida foi baseada no fato de o DF ter declarado, por meio do Decreto nº 45.488 de 25 de janeiro de 2024, situação de emergência no âmbito da saúde pública em razão do risco de epidemia de dengue e outras arboviroses. Frente a isso, a adoção de todas as medidas administrativas necessárias à contenção da epidemia são autorizadas.
A Empresa Campo da Esperança, em nota, informou que ainda não foi comunicada oficialmente sobre a proibição, mas vai auxiliar o GDF no que for possível no combate à dengue. Evaldo Miranda, jardineiro do cemitério de Taguatinga, nunca chegou a ver focos de dengue no seu local de trabalho, mas não por desatenção, e sim por um esforço contínuo de toda equipe do local. “Qualquer vasilhame que a gente pega, a gente derrama. E as nossas caixas d’água são todas tampadas. Esse é o nosso local de trabalho, a gente também tem que cuidar”, justifica.
Segundo afirma o jardineiro, não havia proibição para que familiares trouxessem as plantas, tanto que à frente desse e de outros cemitérios pelo DF, existem lojas que vendem suas flores em pequenos vasinhos. Se um jardineiro encontrava, emborcava e descartava, se fossem descartáveis, ou apenas emborcava, se o vaso fosse de um material que justificasse o retorno da pessoa que o depositou, como vidro e porcelana. Os únicos que fugiam da coleta eram os vasinhos furados, incapazes de acumular água.
Ainda de acordo com a nota da empresa, desde o início das chuvas e do aumento dos casos de dengue, a concessionária vinha orientando proprietários e visitantes a tomarem os cuidados necessários com vasos, jarros e qualquer recipiente ao redor das sepulturas capazes de acumular água, mas não podia interferir diretamente ou recolher os objetos por questões contratuais.
No entanto, com o comunicado do GDF, oficializado, a concessionária fica autorizada a fazer o recolhimento de todos os objetos deixados junto às sepulturas, independentemente de serem descartáveis ou não. A empresa estaria organizando suas equipes para adotar todas as medidas e proibições que serão solicitadas “o mais rápido possível”.
Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, divulgado no dia 1, até 27 de janeiro, o Distrito Federal registrou 511 casos de dengue com sinais de alarme, sintomas que podem indicar evolução grave da doença. Esse índice é 1.116% maior do que o mesmo período do ano passado, em que foram computados 42 casos do tipo.
Os sinais de alarme incluem sintomas como vômito persistente, dor abdominal intensa, sangramentos de mucosa, dor no fígado e queda de pressão. Caso o paciente apresente um desses indícios, ou mais, há um risco da doença evoluir para a necessidade de hospitalização, e o paciente corre risco de óbito.






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