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Defensoria nas Escolas chega a Ceilândia, onde mais de 2 mil crianças não têm o nome do pai na certidão

A ação será realizada na quinta (18/6) e na sexta-feira (19/6), das 9h às 16h, no Centro de Ensino Especial 02 de Ceilândia, localizado na QNO 12, Área Especial G, Setor O

Redação Jornal de Brasília

15/06/2026 9h10

defensoria nas escolas

Foto: Divulgação

A existência de mais de 2 mil crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento em Ceilândia evidencia a importância de políticas públicas voltadas ao reconhecimento de paternidade e à garantia de direitos. Diante desse cenário, a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEE/DF), promove mais uma edição do projeto Defensoria nas Escolas, levando atendimento jurídico e psicossocial diretamente à comunidade escolar da região administrativa.

A ação será realizada na quinta (18/6) e na sexta-feira (19/6), das 9h às 16h, no Centro de Ensino Especial 02 de Ceilândia, localizado na QNO 12, Área Especial G, Setor O. A escolha da unidade levou em consideração critérios de acessibilidade e estrutura, de forma a garantir acolhimento adequado a estudantes com deficiência e seus familiares, público que frequentemente enfrenta maiores dificuldades de acesso aos serviços públicos.

Durante os dois dias de atendimento itinerante, a população contará com orientações em Direito de Família, incluindo demandas relacionadas a pensão alimentícia, guarda e reconhecimento de paternidade, uma das principais necessidades identificadas na região. Também serão oferecidos atendimentos na área de saúde, apoio psicossocial e encaminhamentos para exames de DNA, quando necessário.

Em 2026, a iniciativa já passou por Planaltina, Sobradinho e Samambaia. Após a edição de Ceilândia, o cronograma seguirá por Brazlândia, Taguatinga, Núcleo Bandeirante, Guará, São Sebastião, Paranoá, Gama e Santa Maria.

Para o Defensor Público e coordenador do Núcleo de Assistência Jurídica Itinerante, Mateus Teixeira Monteiro, a presença da Defensoria nos territórios contribui diretamente para ampliar o acesso a direitos e fortalecer a cidadania. “Quando levamos nossos serviços até onde as pessoas estão, conseguimos não apenas garantir direitos, mas também construir caminhos de cidadania, especialmente para crianças que ainda não têm reconhecida a sua identidade completa”, destacou.

A iniciativa reúne diversos órgãos e instituições, fortalecendo a rede de proteção social e ampliando o alcance das políticas públicas. O projeto conta ainda com a participação da Defensoria Pública da União (DPU) nos Centros de Ensino Especiais para atendimento de demandas relacionadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), facilitando o acesso ao serviço por mães atípicas e familiares que enfrentam dificuldades de deslocamento.

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