Após decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) o que seria a Marcha da Maconha se transformou na Marcha pela Liberdade de Expressão. Evento acontece na tarde desta sexta-feira (3), na Esplanada dos Ministérios.
A liminar do TJDFT expedida pelo desembargador, João Timóteo de Oliveira, considerou a manifestação em defesa da droga como apologia ao crime, o que impediu a realização do evento.
Segundo o advogado da marcha, Mauro Marchado, a decisão é inconstitucional e sem validade, mas será obedecida. “A marcha da legalização a maconha não vai acontecer. Não haverá cartazes, camisetas ou adesivos com o nome ou qualquer símbolo que caracterize a droga. Faremos uma marcha em favor da liberdade de expressão”, explica o advogado.
A marcha se concentrou em frente a Catedral e conta com um público aproximado de mil pessoas, segundo a Polícia Militar. O evento é organizado pelos grupos Cana Cerrado e Maconha na Roda.
Segundo uma das organizadoras, Daniela Bom Tempo, o objetivo da marcha em momento algum foi incentivar o uso da droga. “O que queremos é apenas promover o debate. Essa decisão é um atentado contra nossa liberdade de expressão”, conta Daniela.