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‘Decisão do ministério não veio amparada de estudos’, diz Ibaneis sobre vacinação de adolescentes

Na última terça-feira (16), o ministro Marcelo Queiroga pediu que Estados e municípios suspendam as aplicações de vacina nos adolescentes sem comorbidades

Foto: Agência Brasília

Catarina Lima e Guilherme Gomes
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Na manhã desta terça-feira (21), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comentou sobre a decisão de continuar vacinando adolescentes mesmo após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciar a suspensão da aplicação de doses nos jovens, na última quinta-feira (16). “A posição do ministério da Saúde não veio amparada de estudos técnicos. A Sociedade Brasileira de Infectologia, a própria Anvisa e outras autoridades se posicionaram favoravelmente a continuidade da vacinação e nós, seguindo essa recomendação, avançamos na vacinação”, disse Ibaneis Rocha.

O governador do DF comentou sobre a vacinação nos adolescentes após um evento de lançamento do DF Acessível e Conecta Mais, que são dois programas voltados para pessoas com deficiência.

Além de comentar sobre a vacinação dos adolescentes, Ibaneis Rocha lembrou que a capital se prepara para vacinar jovens de 13 anos e idosos residentes nos asilos do DF. “Esperamos com a chegada de mais doses vacinar o público de 12 anos e avançar na antecipação da segunda dose dos que estavam previstos para recebê-la até 27 de outubro”, lembrou o mandatário.

Suspensão da vacinação de adolescentes determinada pelo Ministério da Saúde

Na última terça-feira (16), o ministro Marcelo Queiroga pediu que Estados e municípios suspendam as aplicações de vacina nos adolescentes sem comorbidades. Para o chefe da Saúde, os adolescentes que tomaram a primeira dose não devem tomar a segunda.

Queiroga citou o Reino Unido, país que tomou a mesma decisão, e disse que é preciso buscar evidências científicas sobre eventuais efeitos adversos da vacinação nos jovens.

O ministro também comentou que, dos 3,5 milhões de adolescentes que receberam vacina contra covid, cerca de 1.500 apresentaram eventos adversos. Outro ponto importante destacado por Queiroga foi um adolescente em SP que teve a morte “temporalmente associada à vacinação”.

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