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Brasília

Datafolha: Celina Leão lidera com 59% dos votos válidos contra 41% de Grass no DF

A pesquisa anterior, de quinta-feira (22), mostrava Celina com 60% das menções, enquanto o candidato do PT tinha 40%

Redação Jornal de Brasília

24/10/2026 18h23

celina grass

Foto: Divulgação

MATEUS VARGAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Na véspera do segundo turno da eleição, pesquisa Datafolha mostra que Celina Leão (PP) se mantém à frente na disputa pelo Governo do Distrito Federal.

A candidata à reeleição tem 59% das intenções nos votos válidos, que excluem nulos, brancos e indecisos, contra 41% de Leandro Grass (PT), segundo levantamento divulgado neste sábado (24).

A pesquisa anterior, de quinta-feira (22), mostrava Celina com 60% das menções, enquanto o candidato do PT tinha 40%.

A margem de erro para a amostra total do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Datafolha foi contratada pela TV Globo e pela Folha e ouviu 1.620 eleitores de todas as regiões do Distrito Federal de sexta-feira (23) a este sábado (24). O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o código DF-03453/2026.

Os resultados de uma pesquisa eleitoral não são prognósticos, ou seja, não pretendem antecipar o que sairá das urnas. Eles formam um retrato da opinião dos entrevistados no momento em que os pesquisadores foram a campo.

A disputa pelo comando do Distrito Federal foi levada ao segundo turno por uma margem pequena de votos. A atual governadora obteve 49,93% dos votos válidos, contra 34,47% do petista.

Celina passou a comandar a capital federal em março de 2026, depois de Ibaneis Rocha (MDB) deixar o governo com a intenção de disputar uma vaga ao Senado. Em julho, ele anunciou a desistência da candidatura em meio ao desgaste envolvendo a tentativa frustrada de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). Antes, a atual governadora foi deputada distrital e federal.

Eleita ao Senado do DF com 29,05% dos votos válidos, Michelle Bolsonaro (PL) foi um dos grandes trunfos da candidata em sua campanha.

Celina tem apostado também no apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e de outros nomes da direita na capital federal, como Bia Kicis (PL), também eleita para o Senado, e Damares Alves (Republicanos), que já ocupa uma vaga na Casa.

Já a campanha de Grass, que deixou a presidência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em abril, ganhou fôlego com a saída da disputa de José Roberto Arruda (PSD), ex-governador do DF de 2007 a 2010.

Arruda chegou a aparecer empatado tecnicamente com Celina em simulação de primeiro turno da pesquisa Datafolha de 21 de agosto, mas teve o registro de candidatura rejeitado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no fim de setembro por condenações por improbidade no caso da Operação Caixa de Pandora.

Ex-deputado distrital, Grass deixou o PV e se filiou ao PT no último ano. Ele tem o apoio de Lula (PT), candidato a presidente.

O próximo governador herdará a crise do BRB, tema explorado na disputa eleitoral. Criticada por adversários pelo rombo no banco, Celina tenta se distanciar do caso e busca empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para recompor o caixa da instituição.

Na última quinta-feira (22), a TV Globo fez uma entrevista com Grass, dado que Celina optou por não comparecer ao debate organizado pela emissora.

A candidata agradeceu o convite e afirmou, em nota, que não poderia participar, porque já tinha um compromisso marcado para a data em questão e cuja programação envolvia a mobilização de muitas pessoas, o que inviabilizaria sua reorganização.

Na mesma nota, a coordenação de sua campanha aproveitou para fazer uma crítica ao rival, dizendo lamentar que ele “tenha dado espaço a ataques pessoais e provocações, prejudicando a discussão das propostas para o Distrito Federal”.

Durante o programa, Grass comentou o posicionamento da adversária e disse nunca tê-la desrespeitado.

“Ela disse que não vinha aos debates argumentando que foi vítima, que ela foi desrespeitada. Nunca desrespeitei a Celina Leão”, afirmou ele.

Ele lamentou ainda o fato de não ter ocorrido nenhum debate de segundo turno na disputa do DF e buscou diferenciar sua candidatura da de Celina, de modo a mobilizar eleitores que tenham ressalvas ao PT, partido pelo qual concorre.

“Não é mais sobre um partido, não é mais sobre um campo ideológico ou político, não é mais sobre isso. É sobre a nossa vida, é sobre a nossa família, é sobre poder chegar a um hospital, a uma UPA, e não morrer. É sobre poder ter creche para o filho, uma escola de verdade.”

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