Marina Marquez
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Um dado revelado no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chamou a atenção dos especialistas. Nos últimos dez anos, a população do Distrito Federal cresceu quase 25%, o dobro da média nacional, mas a razão de sexo da população, ou seja, a proporção de homens e mulheres, manteve-se a mesma. E elas continuam dominando a capital federal. Para cada cem mulheres em Brasília faltam nove homens.
A razão de sexo no Distrito Federal é 0,917. Quanto mais próxima de um, mais equilibrada é a proporção entre homens e mulheres na unidade da Federação. O DF tem uma das menores razões do País, semelhante ao Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará e Piauí. O Estado de Pernambuco tem a maior quantidade de mulheres comparada ao número de homens. Para cada cem pernambucanas, faltam 11 homens. “Ainda não é possível, com os dados disponíveis, saber se as proporções de homens e mulheres – mudando ou se mantendo as mesmas, como é o caso do DF – têm a ver com migrações ou nascimentos. Mas uma coisa se repete em todo o País: o número de mulheres é maior”, afirma a coordenadora Operacional do Censo 2010 no DF, Verônica Magalhães.
A média brasileira é de 93 homens para cada cem mulheres, mais equilibrada que a da capital federal. “A estatística não mente. Está faltando homem mesmo no mercado. Em todo lugar a proporção de mulheres é maior, seja em festa, bar ou shows”, afirma a estudante, de 23 anos, Wesliane de Oliveira. As amigas concordam com ela. “A coisa está feia, principalmente para nós solteiras. O jeito é reunir no bar e nos divertir como podemos, conversando”, diz Érika Guedes, de 23 anos. “A população cresce, mas dá a impressão que cresce só no universo feminino”, revela a contadora Jussara Ribeiro, de 22 anos.
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