Raphaella Sconetto
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Roubos ao transporte coletivo e os casos de estupro estão em crescimento no Distrito Federal, conforme dados apresentados pela Secretaria de Segurança Pública. Quando comparados os primeiros sete meses de 2016 e de 2017, os assaltos em coletivos saltaram de 1.495 para 1.586 – o que corresponde a um acréscimo de 6,1%. Só em julho deste ano, 167 ônibus foram roubados.
Não é de hoje que a criminalidade está em alta no transporte público. O secretário de Mobilidade, Dênis Moura, garante que vai intensificar a troca de informações e aperfeiçoar o sistema das câmeras. “As imagens são importantes para que as forças de segurança possam fazer a atuação”, reforça.
Além disso, a pasta prepara um aplicativo de celular para rastrear os veículos. “Haverá um ‘botão de pânico’ e os usuários poderão acionar a polícia”, anuncia Moura.
Os casos de estupro também aumentaram na capital. Neste ano já foram registradas 486 ocorrências – 71 só em julho. Em 2016, foram 379 de janeiro a julho, o que representa aumento de 28,2%. Das 71 ocorrências do mês passado, 65% são de estupro de vulnerável, sendo que 81% dos casos acontecem na residência da vítima ou do autor, e em 90% vítima e abusador têm vínculo.
Segundo a Secretaria de Segurança, 45% dos estupros ocorridos em julho deste ano foram registrados em Brasília, Ceilândia, Samambaia e São Sebastião. “É sempre muito difícil para a polícia evitar crimes que acontecem no lar. Então, o trabalho tem que ser feito em conjunto com vários órgãos do governo”, aponta o comandante-geral da Polícia Militar, Marcos Antônio Nunes.
Para a coordenadora de Política para Mulheres da Secretaria de Mulheres, Miriam Pondaag, os casos de estupro representam um problema cultural, mas o governo tem tomado ações. “Vamos começar uma campanha em Ceilândia, construída no próprio território com os jovens. Além disso, teremos uma oficina sobre o tema no festival Elemento em Movimento”, diz.
Redução
Além desses dados que tiveram aumento, os registros da Secretaria de Segurança Pública mostram, porém, que crimes contra o patrimônio, como roubos a pedestres, a veículos, ao comércio e a residências, estão caindo (veja o quadro).
Na comparação com janeiro a julho do ano passado, os casos de homicídio diminuíram. Em 2016, a Secretaria de Segurança registrou 334 casos, contra 270 em 2017 – uma queda de 19,2%. Segundo a pasta, esse é o menor número desde 2000. No mês de julho, foram 32 homicídios na capital.
Os casos de latrocínio – roubo seguido de morte – também caíram em comparação aos sete primeiros meses de 2016 e 2017: foram 28 casos no passado e 20 neste ano. No mês passado, foram duas vítimas.
Números
Crimes que apresentaram queda de janeiro a julho
Roubo a pedestre -3,8%
2016: 23.163 casos
2017: 22.287 casos
Roubo de veículo -7,1%
2016: 3.177 casos
2017: 2.950 casos
Roubo em comércio -27,5%
2016: 1.752 casos
2017: 1.271 casos
Roubo em residência -4,3%
2016: 533 casos
2017: 510 casos