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Covid: Abandono vacinal de 2ª dose pode chegar a 63 mil brasilienses

Só é possível detectar o abandono vacinal apenas com relação à vacina Coronavac, já que as segundas doses da AstraZeneca ainda não foram aplicadas

Foto: Agência Brasil

Catarina Lima e Geovanna Bispo
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O Secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, fez um apelo nesta segunda-feira (12) em coletiva no Palácio do Buriti para que pessoas que tomaram a primeira dose dos imunizantes contra a covid-19 busquem os postos de vacinação para tomarem a segunda dose. Segundo dados do Datasus, o abandono vacinal em Brasília em campanhas imunizantes anteriores é de 19,23%, o que, equivaleria hoje, a 63.389 brasilienses dos 329.639 que já tomaram a primeira dose.

“Das vacinas que recebemos para a primeira dose, 97% foram aplicadas e apenas 4,34% pessoas foram vacinadas com a segunda dose”, disse o secretário.

Segundo ele, só é possível detectar o abandono vacinal com relação à vacina Coronavac, já que as segundas doses da Oxford AstraZeneca ainda não foram aplicadas, mas que os dados já foram solicitados à assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde.

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Na manhã desta terça-feira (13), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato, fizeram, assim como Okumoto, um pedido para que a população brasileira tome a segunda dose das vacinas. Nacionalmente, cerca de 1,5 milhão de pessoas devem tomar a segunda dose dos imunizantes Coronavac e Oxford/AstraZeneca.

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Queiroga pede que, mesmo que a pessoa tenha perdido o prazo estabelecido no cartão de vacinação para o reforço da vacina, procure uma unidade de saúde para a segunda aplicação. “Destaco aqui que, mesmo que vença o prazo, a recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é que elas completem o esquema. Então, quem atrasou e não conseguiu ir com 28 dias de intervalo da Coronavac, ou aquelas que não conseguiram ir com 84 dias da vacina AstraZeneca, devem comparecer para completar o esquema”, enfatizou a coordenadora.

Busca por vacinas

O ministro ainda destacou a dificuldade mundial de compra de imunizantes contra a covid-19. O Brasil, segundo ele, é o 5° país que mais vacina e o 9° no ranking global por 100 mil habitantes. “A capacidade vacinal do PNI é de 2,4 milhões de doses por dia, isso sem contar estratégias adicionais. A gente até poderia prolongar o horário de funcionamento das salas de vacinação. Por que não fazemos isso? Porque não temos vacinas suficientes”, frisou.

O Ministério da Saúde tem tentado antecipar a entrega de doses já compradas para o segundo semestre do ano. O diálogo entre a Saúde e países produtores de vacinas e do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) tem sido fortalecido a fim de reforçar o plano de imunizações até que o país seja autossuficiente na produção desse insumos.

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Tanto o Instituto Butantan quanto a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) têm capacidade de produzir 1 milhão de imunizantes por dia, o que garantiria 60 milhões de doses por mês.






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