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Brasília

Cooperativa criada por ex-presidiários dá esperança a jovens da Estrutural

Arquivo Geral

27/10/2009 0h00

O ex-presidiário Fernando de Figueiredo resolveu fazer a diferença e se dedicar a causas sociais na Cidade Estrutural. Assim, aproveitou os conhecimentos que ganhou no tempo em que cumpriu pena na Papuda – ele foi preso e condenado a 19 anos de prisão por assalto à mão armada – para montar uma cooperativa em casa. Lá, jovens aprendem a montar bolas de futebol. No local funciona um centro de reciclagem de madeira onde os adultos podem trabalhar e garantir o sustento da família.


A cooperativa Sonho de Liberdade é onde mais de 40 pessoas entre 16 e 18 anos se reúnem para aprender o ofício e faturar com as vendas. Adolescentes tirados das ruas têm a oportunidade de trabalhar e ganhar um salário. O objetivo do projeto é passar lições de vida e mostrar alternativas longe da violência aos moradores. “Abrimos a porta para quem quiser participar. Mais ainda produzimos mais do conseguimos vender”, conta Fernando.


Nas mais diversas estampas, os pedaços de borracha são unidos com agulha e linha. O grupo consegue confeccionar mais de 50 bolas por semana. Elas são vendidas aos consumidores por R$ 35. O dinheiro que sobra após o pagamento dos garotos é utilizado para comprar mais matéria-prima, em melhorias no galpão e em alimentos, pois todos que participam podem ter as três refeições na cooperativa.


Apontado por Fernando como um dos mais talentosos, João Lino de Oliveira foi um dos primeiros a ingressar no projeto. O rapaz de 18 anos mora perto do galpão e conta que, apesar de viver cercado de crimes e drogas, os jovens costureiros ficam menos expostos à violência.


Na parte de trás da casa, pilhas de madeira que iriam para o Lixão são alocadas. O material descartado representa fonte de renda para 20 trabalhadores que freqüentam o local.  Eles são, em maioria, outros ex-presidiários ou pessoas que tiveram problemas com drogas.


Após a limpeza da madeira, o que eram mesas e escadas velhas viraram placas de propaganda, pisos e estacas. A venda do material reciclado significa a melhoria de vida e auto-estima dos trabalhadores. Ex-alcoólatra, Dionísio dos Santos tira o sustento no projeto. “Antes, eu vivia que nem bicho”, lembra o homem de 48 anos que fez amigos após conhecer a cooperativa. Ajudar a comunidade foi a saída que Fernando encontrou paradar chance a  pessoas com histórias parecidas com a sua. Para isso, conta com a ajuda do professor e também ex-preso Izolino Pereira, que hoje é seu sócio. 







  SAIBA +

O galpão onde a cooperativa funciona fica no Setor de Chácaras Santa Luzia número 25, na Quadra 17, na Cidade Estrutura l.

Interessados que queiram ajudar com doações, ou comprar alguma bola de futebol para a criançada, devem ligar para os seguintes telefones: 8408-6448 e 9904-5346.

Nos 176 hectares que abrangem a Cidade Estrutural vivem cerca de 42 mil pessoas. O local passa por problemas graves de falta de infraestrutura e marginalidade.

Além das drogas e da violência, a administração ressalta que existem vários jovens explorados sexualmente, além de prostituição na área.

Ações sociais como essa recebem o apoio e a admiração de toda a comunidade.


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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