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Conselho Regional de Medicina é contra o lockdown

“O CRM-DF é contra o lockdown como medida para controle de trasmissão da Sars-CoV-2”, diz o documento. A nota cita uma declaração de enviado especial da OMS tirada de contexto

Guilherme Gomes
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Por meio de uma nota pública, O Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) declarou ser contra o lockdown decretado, na sexta-feira (26), pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

“O CRM-DF é contra o lockdown como medida para controle de trasmissão da Sars-CoV-2”, diz o documento. A nota cita uma declaração do Dr. David Nabarro que afirma que o “lockdown salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”. A declaração tirada do contexto é constantemente utilizada de forma equivocada, dando a interpretação de que a Organização Mundial de Saúde (OMS) é contra o lockdown.

Na entrevista em que o enviado especial da organização faz a citação, ele condena a utilização de lockdowns como primeira forma de controle da covid-19, e sim justificados em momentos de crise para reorganizar os sistemas de saúde e proteger os profissionais que estão na linha de frente do combate à doença.

A entidade afirmou que o Amazonas, Estado com o maior índice de isolamento social do Brasil, apresentou o maior número de internações e mortes por Covid-19 cerca de 30-45 dias após o primeiro lockdown, sendo ainda mais imediato, após o segundo, configurando mais uma evidência do fracasso dessas medidas extremas de restrição.

O Conselho Regional de Medicina lembrou ainda sobre o aumento da incidência de transtornos mentais, abuso do álcool e outras drogas durante o período de confinamento.

Por fim, a nota diz que ações preventivas eficazes estão relacionadas à campanha de educação sobre as medidas individuais de higiene, uso de máscara, distanciamento social, vacinação e fiscalização por parte do governo, nunca por decretação de lockdown.

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Confira a nota na íntegra.

O que dizem os secretários estaduais da Saúde

Por meio de uma carta à nação brasileira, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) afirmou que o Brasil vive o pior momento da crise sanitária provocada pela Covid-19. “Até o presente momento, mais de 254 mil vidas foram perdidas e o sofrimento e o medo afetam o conjunto da sociedade”, diz o documento.

A carta, assinada por Carlos Lula, presidente do CONASS, diz que a entidade “manifesta-se pela adoção imediata de medidas para evitar o iminente colapso nacional das redes pública e privada de saúde”.

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“Entendemos que o conjunto de medidas propostas somente poderá ser executado pelos governadores e prefeitos se for estabelecido no Brasil um “Pacto Nacional pela Vida” que reúna todos os poderes, a sociedade civil, representantes da indústria e do comércio, das grandes instituições religiosas e acadêmicas do País, mediante explícita autorização e determinação legislativa do Congresso Nacional”, finaliza a carta.






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