A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus), por meio do Conselho de Política sobre Drogas do Distrito Federal (Conen), vai realizar, neste semestre, o primeiro encontro da Rede de Redução de Demanda. O objetivo é melhorar a articulação, o entendimento e as discussões em relação às drogas, especialmente o crack.
O Conen realiza ações de capacitação que envolvem a população do Distrito Federal, com a disponibilização de palestras e a distribuição de cartilhas como forma de buscar a redução da demanda por drogas. Outra iniciativa do órgão é a realização de cursos de gestão de convênios de subvenção social, visando orientar as entidades envolvidas no combate às drogas a pleitearem recursos junto ao Governo Federal.
O presidente do Conen, Aldi Roldão, considera que a questão da droga não é apenas de polícia, é principalmente social. “O fato do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil propor na campanha da fraternidade ecumênica de 2010 o tema Economia e Vida questiona também o uso de drogas”, observa. Para Aldi, a reflexão sobre o consumismo e a imposição de que os pais devem trabalhar para adquirir bens leva ao questionamento de quem vai educar as crianças e os adolescentes? “Joga-se a responsabilidade de educar para as escolas e não para os pais. Isso gera a perda dos laços familiares, dos valores sociais e, conseqüentemente, o descaminho para as drogas”, adverte.
Acostumado a lidar com o assunto, Aldi Roldão acredita que a informação não é o fator fundamental responsável pela prevenção, mas sim, a formação do ser humano. “O que faz um jovem deixar de experimentar a droga, não é o fato de saber que a droga faz mal, mas o ato de possuir valores que determinam sua vida e o faz entender o que é certo ou errado”, alerta.
Segundo Aldi, algumas coisas que foram desprezadas no último século são extremamente necessárias para o desenvolvimento mental saudável, a exemplo de grupos de escoteiros, grupos jovens em escolas e igrejas e a participação em esporte. Ele cita como importante ação preventiva o investimento em quadras esportivas e a criação das vilas olímpicas desenvolvidas pelo Governo do Distrito Federal.