As duas últimas etapas de apreciação do projeto de ampliação e reforma do Estádio Mané Garrincha foram concluídas nesta quinta-feira (23). O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Conselho de Planejamento Urbano do Distrito Federal (Conplan) emitiram pareceres favoráveis ao projeto. Formado por representantes do GDF e de entidades civis, como o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-DF) e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-DF), o Conplan tem como função auxiliar o governo na formulação, no acompanhamento e na atualização de diretrizes da política territorial e urbana do DF. Com os pareceres favoráveis, a previsão é de que, na próxima semana, a Administração de Brasília conceda o alvará de construção, para que as obras possam se iniciar o mais rapidamente possível.
O projeto visa a preparar o estádio para as disputas da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014. O novo Mané Garricha comportará 70 mil pessoas, terá 342 mil metros quadrados, 57 metros de altura e custará R$ 696 milhões. O projeto, que prevê estacionamentos amplos, tribunas para imprensa e heliponto, respeita as características urbanísticas e arquitetônicas projetadas para Brasília por Oscar Niemeyer.
A vice-governadora, Ivelise Longhi, afirmou que, com a celeridade e o dinamismo que vem imprimindo ao processo, o Governo do Distrito Federal pretende mostrar a capacidade e o interesse da capital federal em sediar a abertura da Copa de 2014. “Ao aprovarem o projeto, todos os conselheiros reconheceram a importância desta obra para Brasília”, ressaltou Ivelise.
Em função da Copa do Mundo, estima-se que cerca de R$ 180 bilhões serão injetados na economia do País – metade do valor na cidade-sede do evento. Brasília tem grandes chances de sediar o jogo de abertura – concorre com São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Até hoje, em 19 Copas do Mundo realizadas desde 1930, apenas uma não aconteceu na capital do país-sede, no Mundial dos Estados Unidos, em 1994, pelo fato de a capital Washington não ter estádio.
De acordo com o gerente da Copa, Sérgio Graça, após o Mundial de Futebol, o Estádio Mané Garrincha poderá sediar importantes shows musicais, que atualmente ocorrem em outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo. “Esta é a oportunidade de mostrarmos ao mundo quem é a capital do Brasil”, observou Graça.
Passagem subterrânea
Para melhorar a integração da área, está prevista a construção de passagens subterrâneas. Os canais deverão ligar o Centro de Convenções Ulysses Guimarães aos locais das competições. Durante a Copa, o trajeto será fundamental para garantir a segurança na travessia de jornalistas. “Estamos ampliando estudos de fluxo de pessoas no local e também planejando ligações com outras áreas, como o setor hoteleiro”, explicou Ivelise Longhi.
O novo Mané Garrincha será construído de maneira totalmente ecológica. O projeto do estádio obedeceu às normas do Eco Economy, entre elas, as regras referentes à captação da água da chuva, ao uso racional de energia (com painéis fotovoltaicos) e à reutilização da água. As passagens também poderão integrar o Parque da Cidade e o futuro Parque Burle Marx à área central da cidade.