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Brasília

Comissão de Saúde da CLDF visita Hospital Regional da Asa Sul após morte de bebês por bactéria

Arquivo Geral

17/11/2010 19h05

A presidente da Comissão de Educação e Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Eliana Pedrosa, visitou nesta quarta-feira (17) o Hospital Regional da Asa Sul. No local, 11 bebês faleceram na UTI neonatal desde outubro após um surto de bactérias.

 

Após a vistoria, ficou constatado que no hospital faltam materiais cirúrgicos, melhores condições de atendimento e principalmente médicos.De acordo com informações do hospital, hoje, 30 recém-nascidos estão na Unidade de Tratamento Intensivo, que suporta apenas 20 bebês. A média atinge os 38 pacientes.

 

Eliane Pedrosa também pede explicações sobre os 16 leitos neonatais que estão prontos a cerca de dois anos, porém não estão em utilização devido à falta de profissionais. O governador Rogério Rosso, também visitou o hospital e afirmou que irá realizar a abertura extraordinária de edital, até o fim desta semana, para convocação de técnicos e médicos para o HRAS. Além dessa medida, cogita-se a transferência de profissionais do Hospital Regional de Santa Maria, para ajudar o quadro da unidade da Asa Sul.

 

Medidas do Hospital

 

As restrições de atendimento na maternidade do HRAS foram criadas na semana passada em função do aumento do número de óbitos. Porém, segundo informações, a secretaria não cogitou o fechamento da unidade, considerada referência na cidade.

 

De acordo com o diretor, mulheres com menos de 30 semanas de gestação e risco de parto prematuro serão atendidas pelo hospital.  Mulheres entre a 38 ª e a 40ª semana de gestação, que passam por complicações na gravidez ou que os bebês necessitem dos serviços da UTI, também terão o atendimento garantido.  A intenção é reduzir o número de internações para controlar a proliferação de bactérias e assim normalizar o atendimento.

As medidas restritivas foram tomadas depois do registro de 11 mortes de bebês prematuros por infecção, contabilizadas a partir de outubro. Exames revelaram que os bebês mortos no HRAS teriam sido infectados pelas bactérias Estafilococos, Serratia e Klebsiella.  Segundo o diretor da unidade, o número de óbitos por infecção considerado normal corresponde a dois ou três bebês por mês.


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