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Brasília

Começa pesquisa no Hospital de Base sobre alergia alimentar em crianças

Arquivo Geral

16/11/2009 0h00

Toda terça-feira (de manhã até fevereiro), crianças de zero a três anos de idade, diagnosticadas com problema de alergia alimentar participantes do Programa de Atendimento Domiciliar da Secretaria de Saúde do Distrito Federal,  que se consultam no consultório de alergia alimentar do Hospital de Base de Base (HBDF), participarão de uma pesquisa sobre o seu “Perfil Clínico Nutricional”.
      
O ambulatório de alergia alimentar do HBDF é referência no Distrito Federal. Uma média de seis crianças é atendida no local. Existe apenas um ambulatório no hospital por semana, em um período. As crianças são encaminhadas pelos centros de saúde e hospitais já com o diagnóstico de alergia alimentar.  Aproximadamente seis por cento da população de zero a três anos tem alergia alimentar. No DF, segundo dados da Companhia de Planejamento do DF, a população de zero a quatro anos é de 201.527 crianças.


Segundo pesquisas americanas e européias, as doenças alérgicas têm aumentado nas últimas décadas e a alergia alimentar parece fazer parte desse crescimento. Também dizem que os riscos ao bem-estar aumentam à medida que os alimentos consumidos em uma população são cada vez mais processados e complexos, com rótulos inadequados. Ainda dizem que a alergia alimentar é muito mais comum em pediatria e apresenta impacto médico, financeiro e social significativo em crianças menores e suas famílias.


A alergia à proteína do leite de vaca é a mais comum no lactente, pois as fórmulas (leites) com proteína de leite de vaca e o leite de vaca integral são os principais substitutos quando o neném deixa de ser alimentado apenas com o leite materno. A alergia ao leite de vaca pode se apresentar com diferentes sintomas, como recusa ao leite, cólicas, regurgitações e vômitos, diarréia com ou sem sangue, constipação e déficit do crescimento ou desnutrição.


De acordo com a coordenadora da pesquisa, a nutricionista Adriana Haack de Arruda Dutra, quando a mãe constata alguns desses sintomas e leva a criança ao centro de saúde ou hospital e se constata a alergia, deve ser recomendada dieta com exclusão do leite de vaca e derivados.  Adriana diz que é fundamental que seja prescrita uma dieta alternativa que preencha as necessidades nutricionais de cada paciente. Se o leite de vaca é retirado e há desaparecimento dos sintomas e recuperação da criança, a hipótese de alergia alimentar fica mais provável.
     
Próprias para a terapia nutricional, segundo Adriana Haack, como substitutas do leite de vaca são as fórmulas hipoalergênicas à base de proteínas extensamente hidrolisadas (semi-elementares) e as fórmulas à base de aminoácidos livres (elementares). No Brasil, no entanto, a utilização desses produtos é dificultada por seu alto custo.
    
No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde, por meio do Programa de Atendimento Domiciliar, fornece fórmulas semi-alimentares, elementares e à base de soja para os pacientes de zero a três anos residentes no DF, acompanhados pela rede pública, desde que atendidos os critérios de participação no programa. Para participar do Programa, as crianças têm de ser avaliadas por nutricionista, médico e pelo serviço social cadastrados no Programa. Se tiver o diagnóstico de alergia, morar no DF, fizer um CPF, a criança receberá a fórmula.
     
O número de latas que cada criança receberá estará de acordo com as necessidades da criança e do lactente, enfatiza Adriana. Uma lata de fórmula alimentar varia de R$ 150,00 a R$ 400,00. O consultório de alergia do Hospital de Base atende uma média de 32 crianças que estão no programa ou que estão sendo inseridas.
    
Outras informações sobre a pesquisa com a nutricionista Adriana ou com a gastroenterologista Maria de Lourdes Jaborandy. Marcação de entrevistas, ligar para a Comunicação Social do HBDF, telefones 3225 6605 e 3315 1522.

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