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Brasília

Começa nesta segunda Telematrícula para pessoas com deficiência

Arquivo Geral

05/10/2009 0h00

Os pais, responsáveis legais ou o próprio estudante, caso tenha 18 anos completos, podem ligar para o Telematrícula 156 opção 2 entre 5 de outubro e 18 de outubro. A antecipação vale para inscrições de novos estudantes com deficiência e TGD que buscam atendimento na Educação Infantil de 4 e 5 anos, no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos.


O objetivo é que todas as escolas da rede pública de ensino possam adequar, em prazo hábil, para o ano letivo de 2010, tanto o espaço físico e as turmas quanto o atendimento educacional especializado para estes futuros estudantes com necessidades especiais.


A Educação Especial oferece atendimento educacional especializado aos estudantes com deficiência e TGD (transtorno global do desenvolvimento). Este último engloba autismo, Síndrome de Rett (anomalia genética que compromete progressivamente as funções motora e intelectual), Síndrome de Asperger (transtorno do desenvolvimento cerebral caracterizado por deficiências na interação social) e transtorno degenerativo da infância.


Dicas de serviço da 1ª fase
O atendimento do Telematrícula 156 opção 2 vai das 7h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 18h aos sábados, domingos e feriados.


Para facilitar o a inscrição, ao ligar para o 156, é preciso ter em mãos as seguintes informações:


    * nome completo do aluno,
    * data de nascimento (dia, mês e ano),
    * nome da mãe,
    * tipo de deficiência ou TGD,
    * endereço completo, com o CEP-Código de Endereçamento Postal do endereço de referência para efetivação da matrícula. Este endereço de referência pode ser o da residência ou do trabalho do responsável ou do próprio aluno, quando maior de idade, já que existe a opção de se inscrever em um local próximo à DRE da residência ou do trabalho.


Segunda fase
A segunda fase ocorrerá entre 26 e 30 de outubro, período no qual os pais ou responsáveis, acompanhados do estudante, deverão comparecer à DRE (Diretoria Regional de Ensino) a qual está vinculada a escola onde o aluno foi inscrito. Esta etapa é que irá permitir o planejamento do atendimento para o ano letivo de 2010.


ATENÇÃO: a data exata de apresentação de cada inscrito será informada pela Central 156.


Dicas de serviço da 2ª fase
Os pais ou responsáveis deverão ter em mãos os seguintes documentos, para apresentação na DRE:


    * certidão de nascimento e/ou RG do estudante,
    * RG dos pais ou responsáveis legais,
    * histórico escolar (para aqueles que já freqüentaram a escola), bem como quaisquer documentos relacionados à vida escolar do estudante,
    * laudo médico e quaisquer outros comprovantes do quadro clínico do estudante.

Terceira fase
A inscrição pelo Telematrícula 156 opção 2 e o comparecimento à DRE não garantem a vaga. O estudante só terá a vaga assegurada por ocasião da Efetivação da Matrícula, que ocorrerá entre os dias 4 e 15 de janeiro.


A Educação inclusiva no Distrito Federal
O Distrito Federal é um dos pioneiros na Educação Inclusiva. Todos os estudantes com deficiência e TGD são matriculados em turmas do Ensino Regular e freqüentam, no turno contrário ao de aula, as Salas de Recursos. Além disso, em decorrência de suas necessidades e após avaliação individual realizada pelas DREs, também podem ser atendidos em classes exclusivas ou ter atendimento complementar nos diversos centros especializados disponíveis na rede pública.


Atualmente, 13.689 estudantes com necessidades educacionais especiais freqüentam a Rede Pública de Ensino do DF.


A principal forma de atendimento são as Salas de Recursos (SR), presentes em 479 escolas, integradas basicamente por psicólogos e pedagogos. As demais não contam com SRs porque não há demanda.


 “A SR é um espaço pedagógico que atende individualmente e em grupos os estudantes com necessidades educacionais especiais”, esclarece a gerente de Educação Especial da Secretaria de Educação, Giselda Jordão de Carvalho.  Outra função é apoiar e orientar os professores das turmas regulares para desenvolverem as metodologias de ensino mais adequadas a cada caso. “O profissional da SR é ainda um mediador que tem a tarefa de sensibilizar a comunidade escolar para acolher os estudantes com necessidades especiais”, completa.


Jovem com Síndrome de Down conclui o Ensino Médio
Aluna da rede pública desde a pré-escola, Paula Carvalho, de 21 anos, é uma prova de que a educação inclusiva no Distrito Federal é realidade há muito tempo.  Concluindo o Ensino Médio neste semestre, no CEM Setor Oeste, Paula fala com amor, respeito e alegria sobre sua trajetória escolar no Jardim de Infância da 102 Sul, na Escola Classe da 102 Sul e no CEF 04 de Brasília, até chegar ao CEM Setor Oeste.


“Desde pequena, os professores sempre me entenderam, eu sempre consegui aprender, nunca achei nada difícil e nunca tiro nota abaixo de oito”, conta Paula. “Fiz muitos amigos e tenho apoio em tudo, nunca me senti diferente dos meus colegas”, diz a jovem.
Paulinha 3

Ao todo, incluindo estudantes com Síndrome de Down, 605 jovens com necessidades educacionais especiais estão concluindo o Ensino Médio este ano. “As matrículas na Educação Especial vem aumentando e, além disso, estes estudantes estão permanecendo na escola e dando prosseguimento ao estudos”, avalia Giselda Jordão de Carvalho.


É o caso de Paula. Em paralelo aos estudos, ela  participa da Companhia de Teatro Néia e Nando e já ensaia a próxima peça, com estréia prevista para novembro. A jovem interpretará Sandy, principal personagem feminino de Grease. Gosta tanto de teatro que já escolheu cursar a faculdade de Artes Cênicas.


A mãe de Paula, a servidora do GDF Evelize Vidal Carvalho afirma que em nenhum momento se arrependeu de ter optado pela rede pública. “Cheguei a pesquisar escolas particulares, para comparar, ver o que era melhor para a minha filha e constatei que as privadas não oferecem a qualidade de atendimento que as públicas proporcionam”, afirma Evelize.


“Em todos esses anos, minha filha nunca chegou chateada ou nervosa em casa, pelo contrário, sempre volta alegre da escola”, relata a mãe de Paula. “Considero maravilhoso o atendimento como um todo, desde a adaptação curricular até a inclusão no sentido mais amplo do termo, a começar pelo quesito aceitação”, prossegue.


Em relação à faculdade, Evelize diz que fará o possível e o impossível para que a filha possa seguir carreira. “Eu espero que a faculdade abra o mesmo espaço de inclusão proporcionado pela Secretaria de Educação”, afirma.  “O estudante cumpre toda uma trajetória com atendimento especial, incluindo currículo adaptado,  e é uma obrigação do Estado  viabilizar essa mesma qualidade nas  instituições de ensino superior, principalmente as públicas”, completa a servidora.

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