Eric Zambon
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Com os cofres vazios, o Governo de Brasília procura soluções “0800” para os problemas da cidade. A Secretaria de Segurança Pública e Paz Social (SSP-DF) firmou acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc, na sigla em inglês) para atingir até 12 mil jovens de 12 a 17 anos em situação de vulnerabilidade e afastá-los da criminalidade.
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- A ação também vai abranger o programa Esporte à Meia-Noite. Iniciado em 1999, o projeto tem por objetivo prevenir a criminalidade juvenil, e hoje atende a cerca de 300 adolescentes diariamente. Mas esteve ameaçado nos últimos anos devido à escassez de pessoal.
- Neste ano, o governo anunciou a chegada da ação a uma unidade socioeducativa.
A ideia da pasta é absorver a metodologia desenvolvida em Viena (Áustria) para o combate à drogas e aplicá-la, a princípio, nos 11 centros olímpicos e paralímpicos espalhados pela cidade. No primeiro estágio, a ser iniciado em março, 22 professores de Educação Física serão capacitados e testarão o método com 500 adolescentes.
“Nesse momento, eles têm capacidade de oferecer essa cooperação, essa transferência metológica, e como já temos nossos projetos, vamos só nos alinhar dentro dessas estratégias”, defende a secretária de Segurança, Márcia de Alencar. Segundo a titular da pasta, nenhum investimento por parte do governo será feito de maneira direta relativo a esse acordo. Por enquanto.
Márcia de Alencar ainda exalta que iniciativas que afastem os jovens do sistema socioeducativo ou que diminuam a reincidência de infrações serão sempre bem-vindas. “Entre os 14 e 24 anos, nossa juventude está em inclusão penal, e não social”, discursou, durante a solenidade que oficializou a parceria.
O coordenador de uma das unidades do Unodc, Nívio Nascimento, explica como o método de prevenção funciona. “O treinamento vai ser feito no contexto das aulas. Por exemplo, em atividades de corrida que uns ganham e outros perdem, o treinador vai indicar o que isso significa e como isso pode ser trabalhado para desenvolver o caráter dos alunos”, esclarece.
Conforme Nascimento, a metodologia se baseia em experimentos científicos. “Ao invés de fazer campanhas de ‘diga não às drogas’, é mais eficcaz trabalhar no empoderamento do jovem”, garante.